A "novidade" dominical é seguramente a eleição albanesa do dr. Portas como líder do CDS/PP. Parece que o dr. Nobre Guedes, ex-eminência "portista", ficou de fora e nem sequer para o congresso foi eleito. Portas quer, desta vez, encavalitar-se em Sócrates na esperança de que ele não saia maioritário em 2009. Um "teste de confirmação" disto pode fazer-se já a propósito de Lisboa. Se o PP não apoiar Santana Lopes (como queria Guedes), é sinal de que pretende estar liberto para "ajudar" quem precisar da sua "ajuda". Nunca há bom vento para quem não conhece o seu porto.
«Um trem de ferro é uma coisa mecânica, mas atravessa a noite, a madrugada, o dia, atravessou minha vida.» Adélia Prado
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14.12.08
PORTAS ALBANÊS
A "novidade" dominical é seguramente a eleição albanesa do dr. Portas como líder do CDS/PP. Parece que o dr. Nobre Guedes, ex-eminência "portista", ficou de fora e nem sequer para o congresso foi eleito. Portas quer, desta vez, encavalitar-se em Sócrates na esperança de que ele não saia maioritário em 2009. Um "teste de confirmação" disto pode fazer-se já a propósito de Lisboa. Se o PP não apoiar Santana Lopes (como queria Guedes), é sinal de que pretende estar liberto para "ajudar" quem precisar da sua "ajuda". Nunca há bom vento para quem não conhece o seu porto.
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Paulo Portas
7.12.07
25.7.07
O MUNDO DÁ MUITAS VOLTAS

O facto de alguém ser acusado num processo não faz dele imediatamente um criminoso ou um pária. Aliás, o processo ainda é o meio mais seguro - e o único adequado - para tratar questões como as levantadas, não politicamente, mas juridicamente, pelo apelidado "caso Portucale". Paulo Portas e os seus apaniguados sabem disso melhor que ninguém. Uma vez encontrei o Pedro Guerra, à altura jornalista no Independente, a ler tranquilamente, numa esplanada na Júlio Dinis, uma cópia bem gorda de algo que, pelo timbre, era manifestamente uma peça processual. O Pedro Guerra terá sido o derradeiro "herdeiro" de uma "escola" de "fazer jornalismo" monitorizada no Independente - e não só - que "vivia" da promiscuidade com as "fontes" judiciárias e de investigação criminal. A técnica é sempre a mesma. Primeiro crucificam-se os visados em "cacha alta" e nas primeiras páginas. Depois, ignora-se o curso do processo. E, finalmente, se ninguém é condenado mediante sentença transitada em julgado, nem que seja três ou cinco anos depois, tem, quando muito, direito a duas linhas na última página. Portas e os seus amigos vão agora passar pela "via sacra" que tão bem dominam. O Pedro Guerra, o da esplanada, acabou em assessor político de Portas, ministro da defesa. Devia ter aconselhado melhor o seu mentor.
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O MUNDO DÁ MUITAS VOLTAS

O facto de alguém ser acusado num processo não faz dele imediatamente um criminoso ou um pária. Aliás, o processo ainda é o meio mais seguro - e o único adequado - para tratar questões como as levantadas, não politicamente, mas juridicamente, pelo apelidado "caso Portucale". Paulo Portas e os seus apaniguados sabem disso melhor que ninguém. Uma vez encontrei o Pedro Guerra, à altura jornalista no Independente, a ler tranquilamente, numa esplanada na Júlio Dinis, uma cópia bem gorda de algo que, pelo timbre, era manifestamente uma peça processual. O Pedro Guerra terá sido o derradeiro "herdeiro" de uma "escola" de "fazer jornalismo" monitorizada no Independente - e não só - que "vivia" da promiscuidade com as "fontes" judiciárias e de investigação criminal. A técnica é sempre a mesma. Primeiro crucificam-se os visados em "cacha alta" e nas primeiras páginas. Depois, ignora-se o curso do processo. E, finalmente, se ninguém é condenado mediante sentença transitada em julgado, nem que seja três ou cinco anos depois, tem, quando muito, direito a duas linhas na última página. Portas e os seus amigos vão agora passar pela "via sacra" que tão bem dominam. O Pedro Guerra, o da esplanada, acabou em assessor político de Portas, ministro da defesa. Devia ter aconselhado melhor o seu mentor.
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15.7.07
O SUPRA-PORTAS
O sr. Telmo veio tomar as dores do dr. Portas e lamber as respectivas feridas. Depois o dr. Portas, correctamente, engoliu tudo. Nenhum deles percebeu, para já, que o tempo deles passou. Pode ser que volte, mas não é agora. Passou.
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O SUPRA-PORTAS
O sr. Telmo veio tomar as dores do dr. Portas e lamber as respectivas feridas. Depois o dr. Portas, correctamente, engoliu tudo. Nenhum deles percebeu, para já, que o tempo deles passou. Pode ser que volte, mas não é agora. Passou.
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17.6.07
UM TIRO NO BARCO DA MORAL E DOS BONS COSTUMES

O Paulo Portas imaginou que voltava imaculado ao regime e que o regime lhe agradecia o frete. Portas - que verdadeiramente aspira a negociar com Sócrates, em 2009, no quadro de uma maioria relativa - regressou aos coices ao seu putativo aliado de amanhã. Portas já devia ter percebido que não se negoceia com Sócrates e que Sócrates não negoceia com ninguém. Nunca se pode negociar com homens unidimensionais, homens de fait acomplis e de métier. Para além disso, o seu pequeno partido já estava conspurcado pelos piores vícios do regime. Foi na fase do fato-às-riscas e da asneira de colocar no governo do país dois amigalhaços, os drs. Telmo e Nobre Guedes de quem, aliás, não se viu livre na segunda encarnação. Sócrates, para já, apenas está a lançar um aviso: vocês também têm lama nos pés. Não quer dizer que, corrigido o "rumo" dos "populares", não possam vir a tomar um chá todos juntos. O pessoal do regime não se distingue particularmente por ter vergonha na cara. O PP também não.
UM TIRO NO BARCO DA MORAL E DOS BONS COSTUMES

O Paulo Portas imaginou que voltava imaculado ao regime e que o regime lhe agradecia o frete. Portas - que verdadeiramente aspira a negociar com Sócrates, em 2009, no quadro de uma maioria relativa - regressou aos coices ao seu putativo aliado de amanhã. Portas já devia ter percebido que não se negoceia com Sócrates e que Sócrates não negoceia com ninguém. Nunca se pode negociar com homens unidimensionais, homens de fait acomplis e de métier. Para além disso, o seu pequeno partido já estava conspurcado pelos piores vícios do regime. Foi na fase do fato-às-riscas e da asneira de colocar no governo do país dois amigalhaços, os drs. Telmo e Nobre Guedes de quem, aliás, não se viu livre na segunda encarnação. Sócrates, para já, apenas está a lançar um aviso: vocês também têm lama nos pés. Não quer dizer que, corrigido o "rumo" dos "populares", não possam vir a tomar um chá todos juntos. O pessoal do regime não se distingue particularmente por ter vergonha na cara. O PP também não.
21.5.07
28 DE MAIO - 2
Não lhe ficas atrás, está descansado.
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Regime
28 DE MAIO - 2
Não lhe ficas atrás, está descansado.
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20.5.07
REFRESCAR
Na madrugada, em Torres Novas, o dr. Paulo Portas, no seu congresso privativo, falou em "refrescar" o partido. Com os mesmos tristes de sempre atrás dele, a começar por essa "novidade" chamada Telmo Correia para Lisboa, ele pretende "refrescar" exactamente o quê?
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REFRESCAR
Na madrugada, em Torres Novas, o dr. Paulo Portas, no seu congresso privativo, falou em "refrescar" o partido. Com os mesmos tristes de sempre atrás dele, a começar por essa "novidade" chamada Telmo Correia para Lisboa, ele pretende "refrescar" exactamente o quê?
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11.5.07
A VELHA FRANÇA E O VELHO PORTUGAL
Na sua crónica de hoje, no Público, Vasco Pulido Valente zurze metodicamente a França, Ségolène, Sarkozy e dr. Mário Soares incluídos. Parece que este último afirmou que as "revoluções ainda não acabaram" e, acrescento eu, não há meio de fazer uma na cabeça dele. VPV é, com todo o direito, anglófilo e detesta, também com o mesmo direito, a França e o que ela "representa". Também já gostei mais. Acontece que, não sendo propriamente o "ideal", Sarkozy é, até prova em contrário, o melhor do que eventualmente não presta. Quer recolocar a França a "mandar" na Europa? Faz muito bem. Está-se nas tintas para a periferia que não conta e quer a Turquia de fora? Ainda melhor. Quanto a ser mais ou menos "liberal", estou-me nas tintas, até porque os derradeiros "liberais" que conhecemos, não se recomendam. O último "elogio" que brotou de VPV foi dirigido a essa "esperança" liberal portuguesa chamada Paulo Portas, pelos vistos um misto serôdio de Mrs. Thatcher, de marialvismo político doméstico bem representado pelo novo vice-presidente da AR, o sr. Melo, e de "fracturas" à direita provavelmente inspiradas pela dra. Teresa Caeiro e pelo "beirão" Amaral. É isto a "direita liberal" da paróquia? É que se é, chapeau, Sarkozy.
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Portugal
A VELHA FRANÇA E O VELHO PORTUGAL
Na sua crónica de hoje, no Público, Vasco Pulido Valente zurze metodicamente a França, Ségolène, Sarkozy e dr. Mário Soares incluídos. Parece que este último afirmou que as "revoluções ainda não acabaram" e, acrescento eu, não há meio de fazer uma na cabeça dele. VPV é, com todo o direito, anglófilo e detesta, também com o mesmo direito, a França e o que ela "representa". Também já gostei mais. Acontece que, não sendo propriamente o "ideal", Sarkozy é, até prova em contrário, o melhor do que eventualmente não presta. Quer recolocar a França a "mandar" na Europa? Faz muito bem. Está-se nas tintas para a periferia que não conta e quer a Turquia de fora? Ainda melhor. Quanto a ser mais ou menos "liberal", estou-me nas tintas, até porque os derradeiros "liberais" que conhecemos, não se recomendam. O último "elogio" que brotou de VPV foi dirigido a essa "esperança" liberal portuguesa chamada Paulo Portas, pelos vistos um misto serôdio de Mrs. Thatcher, de marialvismo político doméstico bem representado pelo novo vice-presidente da AR, o sr. Melo, e de "fracturas" à direita provavelmente inspiradas pela dra. Teresa Caeiro e pelo "beirão" Amaral. É isto a "direita liberal" da paróquia? É que se é, chapeau, Sarkozy.
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29.4.07
SÉGOLÈNE AU PORTUGAL

Vi, na RTP "segolenizada" (porque existe a RTP-Internacional), a Mme. Ségolène, la vraie, sentadinha com o sr. Bayrou, o "centrista" das presidenciais francesas que ficou fora do debate de 6 de Maio. Nós também temos uma dupla parecida, respectivamente o homólogo socialista da Mme Ségolène (em todos os sentidos) e o dr. Lázaro-Portas. Como Bayrou domingo passado, Portas não resistiu à banalidade do "nada ficará como dantes". Como Bayrou - que, apesar de tudo, sempre vale uns milhões votos - Portas quer insinuar-se junto do homólogo da Mme. Royal para o que der e vier, ignorando olimpicamente os "seus". Como ela e como Bayrou, não lhes serve de nada o exercício. Sarkozy já disse que Bayrou "não se parece com o homem que conhece há 20 anos". Portas, o dos abracinhos ao "colega" Pina Moura, também não se parece nada com o que eu conheço há vinte e quatro.
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SÉGOLÈNE AU PORTUGAL

Vi, na RTP "segolenizada" (porque existe a RTP-Internacional), a Mme. Ségolène, la vraie, sentadinha com o sr. Bayrou, o "centrista" das presidenciais francesas que ficou fora do debate de 6 de Maio. Nós também temos uma dupla parecida, respectivamente o homólogo socialista da Mme Ségolène (em todos os sentidos) e o dr. Lázaro-Portas. Como Bayrou domingo passado, Portas não resistiu à banalidade do "nada ficará como dantes". Como Bayrou - que, apesar de tudo, sempre vale uns milhões votos - Portas quer insinuar-se junto do homólogo da Mme. Royal para o que der e vier, ignorando olimpicamente os "seus". Como ela e como Bayrou, não lhes serve de nada o exercício. Sarkozy já disse que Bayrou "não se parece com o homem que conhece há 20 anos". Portas, o dos abracinhos ao "colega" Pina Moura, também não se parece nada com o que eu conheço há vinte e quatro.
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25.4.07
25 DE ABRIL DE 2007
Uma forma de avaliar o regresso de Paulo Portas é estar atento a quem o elogia. Por exemplo, Leonor Pinhão - esse grande senhor da análise futebolística nacional e uma profunda anti-salazarista afonsina - não duvida (ela, aliás, não conhece esse estado dilemático) que "nos caminhos da comunicação, [Paulo Portas] vai longos passos à frente dos demais." Também o Diário de Notícias tem a certeza "editorial" que "Ribeiro e Castro foi um equívoco como líder [do CDS/PP]." E nem vale a apena recordar a "celência" que Portas representa na boca sagrada do dr. Jorge Coelho.
25 DE ABRIL DE 2007
Uma forma de avaliar o regresso de Paulo Portas é estar atento a quem o elogia. Por exemplo, Leonor Pinhão - esse grande senhor da análise futebolística nacional e uma profunda anti-salazarista afonsina - não duvida (ela, aliás, não conhece esse estado dilemático) que "nos caminhos da comunicação, [Paulo Portas] vai longos passos à frente dos demais." Também o Diário de Notícias tem a certeza "editorial" que "Ribeiro e Castro foi um equívoco como líder [do CDS/PP]." E nem vale a apena recordar a "celência" que Portas representa na boca sagrada do dr. Jorge Coelho.
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