«Um trem de ferro é uma coisa mecânica, mas atravessa a noite, a madrugada, o dia, atravessou minha vida.» Adélia Prado
30.4.05
UM PAÍS...
UM PAÍS...
28.4.05
O ACÓRDÃO DE PONTA DELGADA
O ACÓRDÃO DE PONTA DELGADA
LER OS OUTROS
LER OS OUTROS
O PROFESSOR CAVACO VOLTOU A FALAR
O PROFESSOR CAVACO VOLTOU A FALAR
27.4.05
É IMPRESSÃO...
É IMPRESSÃO...
26.4.05
BOA PERGUNTA
BOA PERGUNTA
LER OS OUTROS
LER OS OUTROS
25.4.05
31 ANOS
Nunca aqui pus este poema até hoje. Apesar de ter desaparecido entretanto, Sophia permanece como uma das vozes eternas da madrugada de há 31 anos. E, podendo parecê-lo, está longe de ser um lugar comum.Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo
31 ANOS
Nunca aqui pus este poema até hoje. Apesar de ter desaparecido entretanto, Sophia permanece como uma das vozes eternas da madrugada de há 31 anos. E, podendo parecê-lo, está longe de ser um lugar comum.Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo
24.4.05
LIBERTAI-VOS DO DESERTO, NÃO TENHAIS MEDO!
LIBERTAI-VOS DO DESERTO, NÃO TENHAIS MEDO!
23.4.05
À VISTA
À VISTA
22.4.05
QUASE NADA
QUASE NADA
LIBERDADE
LIBERDADE
21.4.05
PESSIMISTA
PESSIMISTA
20.4.05
REFERENDOS
REFERENDOS
"DOUTRINADORES"
"DOUTRINADORES"
19.4.05
BENTO XVI
"Quanti venti di dottrina abbiamo conosciuto in questi ultimi decenni, quante correnti ideologiche, quante mode del pensiero... La piccola barca del pensiero di molti cristiani è stata non di rado agitata da queste onde - gettata da un estremo all'altro: dal marxismo al liberalismo, fino al libertinismo; dal collettivismo all'individualismo radicale; dall'ateismo ad un vago misticismo religioso; dall'agnosticismo al sincretismo e così via. Ogni giorno nascono nuove sette e si realizza quanto dice San Paolo sull'inganno degli uomini, sull'astuzia che tende a trarre nell'errore..."
BENTO XVI
"Quanti venti di dottrina abbiamo conosciuto in questi ultimi decenni, quante correnti ideologiche, quante mode del pensiero... La piccola barca del pensiero di molti cristiani è stata non di rado agitata da queste onde - gettata da un estremo all'altro: dal marxismo al liberalismo, fino al libertinismo; dal collettivismo all'individualismo radicale; dall'ateismo ad un vago misticismo religioso; dall'agnosticismo al sincretismo e così via. Ogni giorno nascono nuove sette e si realizza quanto dice San Paolo sull'inganno degli uomini, sull'astuzia che tende a trarre nell'errore..."
ESCOLHA
ESCOLHA
18.4.05
RATZINGER

RATZINGER

17.4.05
C' EST TOUT
Moi,non, j'ai les livres.
Silence, et puis
Je me sens perdue.
Mort c'est équivalent.
C'est terrifiant.
Je n'ai plus envie de faire l'effort.
Je ne pense à personne.
C'est terminé le reste..
Vous aussi.
Je suis seule.
(...)
Quelle est ma vérité à moi?
Si tu la connais, dis-la-moi.
Je suis perdue.
Regarde-moi.
Je crois que c'est terminé.Que ma
vie c'est fini.
Je ne suis plus rien.
Je suis devenue complétement
effrayante.
Je ne tiens plus ensemble.
Viens vite.
Je n'ai plus de bouche, plus de visage.
Marguerite Duras
C' EST TOUT
Moi,non, j'ai les livres.
Silence, et puis
Je me sens perdue.
Mort c'est équivalent.
C'est terrifiant.
Je n'ai plus envie de faire l'effort.
Je ne pense à personne.
C'est terminé le reste..
Vous aussi.
Je suis seule.
(...)
Quelle est ma vérité à moi?
Si tu la connais, dis-la-moi.
Je suis perdue.
Regarde-moi.
Je crois que c'est terminé.Que ma
vie c'est fini.
Je ne suis plus rien.
Je suis devenue complétement
effrayante.
Je ne tiens plus ensemble.
Viens vite.
Je n'ai plus de bouche, plus de visage.
Marguerite Duras
LIMITAÇÕES
Adenda: Acerca de "perpetuações" vs. "limitações", leia-se este "post" de José Adelino Maltez, por exemplo.
LIMITAÇÕES
Adenda: Acerca de "perpetuações" vs. "limitações", leia-se este "post" de José Adelino Maltez, por exemplo.
A CASA II
A CASA II
16.4.05
O PIPI DOURADO
O PIPI DOURADO
15.4.05
LER OS OUTROS
LER OS OUTROS
UM MÊS
UM MÊS
14.4.05
A CASA
A CASA
13.4.05
LER OS OUTROS
LER OS OUTROS
PALHAÇADA
PALHAÇADA
PERIPÉCIA
PERIPÉCIA
12.4.05
EU TAMBÉM...
EU TAMBÉM...
O QUE IMPORTA

(…) As actuais políticas educativas constituem um cruzamento entre o infantilismo e a psicoterapia: menorizam os estudantes, porque os nivelam pelo menor denominador comum, e psicoterapizam a cultura, porque não querem beliscar a “auto-estima” dos adolescentes. O resultado é a ignorância dos jovens licenciados, muitos deles tendo frequentado, com enormes custos para as famílias, a universidade. Basta ver o concurso da RTP-1 Um Contra Todos para nos apercebermos até que ponto a falta de cultura geral aflige os portugueses.
O facto de a actual ortodoxia pedagógica contribuir para aprisionar os pobres na sua classe de origem não parece perturbar os responsáveis pela Educação – do PSD ou do PS – que, ao longo dos anos, se têm sucedido, à frente do ministério. Os seus filhos frequentam escolas privadas; são os outros, os filhos dos pobres, a ser sujeitos às experiências pedagógicas. Se fosse paranóica, diria que se trata de uma conspiração, por parte dos poderosos, para que os meninos pobres não compitam, no mercado de trabalho, com a geração nascida em berço de oiro.
No final, Furedi alarga a sua polémica a outros campos culturais, nomeadamente à televisão. Aqui, o seu objectivo é o de questionar o postulado que pressupõe serem as audiências elevadas incompatíveis com a excelência. A retórica que declara que aquilo que se está “a dar ao povo é o que ele gosta” tem como base a crença de que as massas populares são intrinsecamente estúpidas e, portanto, incapazes de seguir um raciocínio complexo ou de admirar uma obra de arte. Uma tendência paralela é o endeusamento da Internet como transmissora de cultura, tema retomado, entre nós, na recente campanha eleitoral, sob a designação do “choque tecnológico” proposto pelo PS. Num país de analfabetos, o computador transformou-se numa varinha mágica capaz de transformar um bronco num génio. Por outro lado, a profusão recente dos blogues pode dar a ilusão de que existe uma maior democratização da opinião pública. Nada é menos verdade: a maioria dos blogues são versões modernizadas do que dantes se escrevia nas paredes das casas de banho públicas. Os jornais, as rádios e as televisões continuam seguros nas mãos de quem tem dinheiro.(…)
Num momento em que tantos baixam os braços, Furedi continua a lutar e, mérito seu, a recordar o tempo em que existiam intelectuais, como Bertrand Russell (cuja “Autobiografia” recomendo), capazes de, em simultâneo, produzirem obras intelectuais de peso e de se envolverem nos debates contemporâneos. Na raiz do mal contemporâneo está a incapacidade de se estabelecer a distinção entre elitismo e exclusão social. Se é verdade que, por vezes, elites sociais e intelectuais coincidem, isto está longe de ser a regra, especialmente em Portugal, onde, desde sempre, as classes altas consideraram a cultura um adereço desnecessário. (…)
O QUE IMPORTA

(…) As actuais políticas educativas constituem um cruzamento entre o infantilismo e a psicoterapia: menorizam os estudantes, porque os nivelam pelo menor denominador comum, e psicoterapizam a cultura, porque não querem beliscar a “auto-estima” dos adolescentes. O resultado é a ignorância dos jovens licenciados, muitos deles tendo frequentado, com enormes custos para as famílias, a universidade. Basta ver o concurso da RTP-1 Um Contra Todos para nos apercebermos até que ponto a falta de cultura geral aflige os portugueses.
O facto de a actual ortodoxia pedagógica contribuir para aprisionar os pobres na sua classe de origem não parece perturbar os responsáveis pela Educação – do PSD ou do PS – que, ao longo dos anos, se têm sucedido, à frente do ministério. Os seus filhos frequentam escolas privadas; são os outros, os filhos dos pobres, a ser sujeitos às experiências pedagógicas. Se fosse paranóica, diria que se trata de uma conspiração, por parte dos poderosos, para que os meninos pobres não compitam, no mercado de trabalho, com a geração nascida em berço de oiro.
No final, Furedi alarga a sua polémica a outros campos culturais, nomeadamente à televisão. Aqui, o seu objectivo é o de questionar o postulado que pressupõe serem as audiências elevadas incompatíveis com a excelência. A retórica que declara que aquilo que se está “a dar ao povo é o que ele gosta” tem como base a crença de que as massas populares são intrinsecamente estúpidas e, portanto, incapazes de seguir um raciocínio complexo ou de admirar uma obra de arte. Uma tendência paralela é o endeusamento da Internet como transmissora de cultura, tema retomado, entre nós, na recente campanha eleitoral, sob a designação do “choque tecnológico” proposto pelo PS. Num país de analfabetos, o computador transformou-se numa varinha mágica capaz de transformar um bronco num génio. Por outro lado, a profusão recente dos blogues pode dar a ilusão de que existe uma maior democratização da opinião pública. Nada é menos verdade: a maioria dos blogues são versões modernizadas do que dantes se escrevia nas paredes das casas de banho públicas. Os jornais, as rádios e as televisões continuam seguros nas mãos de quem tem dinheiro.(…)
Num momento em que tantos baixam os braços, Furedi continua a lutar e, mérito seu, a recordar o tempo em que existiam intelectuais, como Bertrand Russell (cuja “Autobiografia” recomendo), capazes de, em simultâneo, produzirem obras intelectuais de peso e de se envolverem nos debates contemporâneos. Na raiz do mal contemporâneo está a incapacidade de se estabelecer a distinção entre elitismo e exclusão social. Se é verdade que, por vezes, elites sociais e intelectuais coincidem, isto está longe de ser a regra, especialmente em Portugal, onde, desde sempre, as classes altas consideraram a cultura um adereço desnecessário. (…)
11.4.05
UMA FRASE...
UMA FRASE...
10.4.05
BLADE RUNNER
BLADE RUNNER
9.4.05
O OURO E O BANDIDO
O OURO E O BANDIDO
8.4.05
SANTANA LOPES...
SANTANA LOPES...
6.4.05
AZUL
Edward HopperAZUL
Edward Hopper
Faulkner