Ontem esteve aí, pela enésima vez, o ex-campeão fictício nacional da luta contra a corrupção, João Cravinho. De vez em quando Cravinho desce do assento etéreo do BERD, em Londres, onde o PS o colocou, para nos vir dar lições tipo "a corrupção política anda à solta em Portugal". Anda? Então se anda, e uma vez que, desde os gloriosos tempos do MES, o eng. º Cravinho nos brinda com a sua inefável presença na vida político-partidária onde, aliás, se pratica o "filhismo" como "doutrina", qual é a efectiva prestação (para além da cansativa retórica vã exibida em rádios, televisões, comissões e colóquios para papalvos ouvirem e verem) da criatura para evitar tamanha soltura? É melhor poupar-se e poupar-nos, engenheiro. Estamos já razoavelmente bem servidos de líricos ainda por cima com "obra" publicada.
«Um trem de ferro é uma coisa mecânica, mas atravessa a noite, a madrugada, o dia, atravessou minha vida.» Adélia Prado
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31.3.10
A SOLTURA DE CRAVINHO
Ontem esteve aí, pela enésima vez, o ex-campeão fictício nacional da luta contra a corrupção, João Cravinho. De vez em quando Cravinho desce do assento etéreo do BERD, em Londres, onde o PS o colocou, para nos vir dar lições tipo "a corrupção política anda à solta em Portugal". Anda? Então se anda, e uma vez que, desde os gloriosos tempos do MES, o eng. º Cravinho nos brinda com a sua inefável presença na vida político-partidária onde, aliás, se pratica o "filhismo" como "doutrina", qual é a efectiva prestação (para além da cansativa retórica vã exibida em rádios, televisões, comissões e colóquios para papalvos ouvirem e verem) da criatura para evitar tamanha soltura? É melhor poupar-se e poupar-nos, engenheiro. Estamos já razoavelmente bem servidos de líricos ainda por cima com "obra" publicada.
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18.7.09
O PONTO G
Para fingir que combate a corrupção, o PS inventou uma coisa apelidada de "conselho de prevenção da corrupção" composto por criaturas estimáveis e inofensivas. O "teórico" destas matérias, João Cravinho, que "combate" a dita a partir do BERD, em Londres, e em meia dúzia de entrevistas que debita periodicamente ao país, acha que não chega e que é preciso ir "ao ponto essencial" da corrupção, a sua dimensão política. Seguramente Cravinho não está à espera que um "conselho" de amáveis burocratas atinja o "ponto G" da corrupção, pois não?
O PONTO G
Para fingir que combate a corrupção, o PS inventou uma coisa apelidada de "conselho de prevenção da corrupção" composto por criaturas estimáveis e inofensivas. O "teórico" destas matérias, João Cravinho, que "combate" a dita a partir do BERD, em Londres, e em meia dúzia de entrevistas que debita periodicamente ao país, acha que não chega e que é preciso ir "ao ponto essencial" da corrupção, a sua dimensão política. Seguramente Cravinho não está à espera que um "conselho" de amáveis burocratas atinja o "ponto G" da corrupção, pois não?
27.7.08
O OXÍMORO SOCIALISTA
A Cravinho respondeu o inefável Alberto Martins, o louvaminheiro parlamentar do governo, alguém claramente desprovido de um módico de densidade ou de interesse políticos e que está acostumado a debitar o que o mandam debitar. Lançou um oxímoro em forma de "farpa" ao seu camarada quando lhe atirou com o «quem faz deste combate uma bandeira, não o deixa a meio.» Na sua intrínseca paloncice, Martins, sem querer, deu a entender duas coisas. Primeira: Cravinho podia ter escolhido entre prosseguir o "combate" entre os seus, "fingindo" que erguia a "bandeira", e o BERD. Segunda: Cravinho e os seus "acordaram" que era melhor para ambos a sua remoção enquanto os seus prosseguiam o "combate" com a "bandeira" adequada às circunstâncias. Têm todos medo de quê?
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O OXÍMORO SOCIALISTA
A Cravinho respondeu o inefável Alberto Martins, o louvaminheiro parlamentar do governo, alguém claramente desprovido de um módico de densidade ou de interesse políticos e que está acostumado a debitar o que o mandam debitar. Lançou um oxímoro em forma de "farpa" ao seu camarada quando lhe atirou com o «quem faz deste combate uma bandeira, não o deixa a meio.» Na sua intrínseca paloncice, Martins, sem querer, deu a entender duas coisas. Primeira: Cravinho podia ter escolhido entre prosseguir o "combate" entre os seus, "fingindo" que erguia a "bandeira", e o BERD. Segunda: Cravinho e os seus "acordaram" que era melhor para ambos a sua remoção enquanto os seus prosseguiam o "combate" com a "bandeira" adequada às circunstâncias. Têm todos medo de quê?
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CRAVINHO TAXISTA?

Cravinho, antigo ministro das "scut" e do betão estradal, deu por si, em dada altura, preocupado com a corrupção. A sua bancada maioritária desconfiou dos excessos do deputado e Sócrates delicadamente mandou-o para Londres. De vez em quando Cravinho vem aí para falar do leite derramado. Segundo ele, o "pacote anti-corrupção" que o PS aprovou é insuficiente e contém "factos anómalos". Mais. Cravinho considera-se "derrotado", nesta matéria, pelo seu próprio grupo parlamentar e não duvida que «na grande corrupção de Estado, toda a gente tem a sensação que estamos numa situação muito complicada e em crescendo (...) porque a grande corrupção considera-se impune e age em conformidade e atinge áreas de funcionamento do Estado, que afectam a ética pública.» É um ex-dirigente do PS e um seu antigo ministro do "equipamento"que diz isto. Não é um taxista qualquer. Por que é será que ninguém lhe liga?
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CRAVINHO TAXISTA?

Cravinho, antigo ministro das "scut" e do betão estradal, deu por si, em dada altura, preocupado com a corrupção. A sua bancada maioritária desconfiou dos excessos do deputado e Sócrates delicadamente mandou-o para Londres. De vez em quando Cravinho vem aí para falar do leite derramado. Segundo ele, o "pacote anti-corrupção" que o PS aprovou é insuficiente e contém "factos anómalos". Mais. Cravinho considera-se "derrotado", nesta matéria, pelo seu próprio grupo parlamentar e não duvida que «na grande corrupção de Estado, toda a gente tem a sensação que estamos numa situação muito complicada e em crescendo (...) porque a grande corrupção considera-se impune e age em conformidade e atinge áreas de funcionamento do Estado, que afectam a ética pública.» É um ex-dirigente do PS e um seu antigo ministro do "equipamento"que diz isto. Não é um taxista qualquer. Por que é será que ninguém lhe liga?
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6.12.07
A SIBILA

O eng.º João Cravinho deixou por momentos o seu resfastelado poiso no BERD, em Londres, para vir até cá perorar sobre o novo aeroporto internacional de Lisboa. Adepto da Ota, Cravinho indignou-se - não esquecer que se trata do ex-campeão nacional da luta contra a corrupção - pela hipotética escolha de Alcochete a que associou imediatamente "rendas fundiárias". E vergastou o presidente da República por ter recebido a CIP e o seu estudo sem saber quem o custeou (ao estudo). Partindo do princípio que a Ota é tão chão arável e construível como Alcochete, a questão "imobiliária" levantada pelo administrador do BERD, em relação à margem sul, não se colocará na margem norte do Tejo (bem a norte de Lisboa, por sinal), ou os terrenos da Ota são geridos por filantropos? Cravinho é - convém lembrar - um homem do passivo "transportes e obras públicas". Todos os dias a Praça do Comércio, esventrada e destruída na sua ligação com o rio, o recorda. Todas as SCUTS o recordam. E, finalmente, esse imbróglio chamado "estradas de Portugal", o recorda. Para sibila do novo aeroporto, não está mal.
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aeroporto de Lisboa,
João Cravinho
A SIBILA

O eng.º João Cravinho deixou por momentos o seu resfastelado poiso no BERD, em Londres, para vir até cá perorar sobre o novo aeroporto internacional de Lisboa. Adepto da Ota, Cravinho indignou-se - não esquecer que se trata do ex-campeão nacional da luta contra a corrupção - pela hipotética escolha de Alcochete a que associou imediatamente "rendas fundiárias". E vergastou o presidente da República por ter recebido a CIP e o seu estudo sem saber quem o custeou (ao estudo). Partindo do princípio que a Ota é tão chão arável e construível como Alcochete, a questão "imobiliária" levantada pelo administrador do BERD, em relação à margem sul, não se colocará na margem norte do Tejo (bem a norte de Lisboa, por sinal), ou os terrenos da Ota são geridos por filantropos? Cravinho é - convém lembrar - um homem do passivo "transportes e obras públicas". Todos os dias a Praça do Comércio, esventrada e destruída na sua ligação com o rio, o recorda. Todas as SCUTS o recordam. E, finalmente, esse imbróglio chamado "estradas de Portugal", o recorda. Para sibila do novo aeroporto, não está mal.
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27.1.07
CANDIDATOS PRECISAM-SE

Parece que foi de propósito. Cravinho "pirou-se" envergonhadamente para Londres a instâncias do senhor engenheiro que lhe inscreveu na testa a palavra "asneiras". Eis que, ao mesmo tempo, a empresa Bragaparques, uma das grandes fornecedoras de betão do regime, embaraça Lisboa e, por tabela, o dito regime. Aparentemente a empresa usa o betão como arma de arremesso político e a política usa a empresa para os devidos efeitos. Estão, por assim dizer, todos em casa. Acontece que Lisboa - a cidade, os seus munícipes, aqueles que todos os dias cá vêm trabalhar - nada tem a ver com estes arranjos inteiramente privados, alheios, por completo, ao interesse público. Politicamente a CML deixou de ter condições objectivas para trabalhar porque ninguém confia em ninguém e nós não confiamos na vereação. O pior é que, ir mais para baixo do que já se foi, ainda é possível. Só a devolução da palavra aos eleitores da cidade pode emprestar um módico de dignidade a tudo isto. Cheguem-se à frente candidatos.
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João Soares,
Lisboa,
Marques Mendes,
Paula Teixeira da Cruz
CANDIDATOS PRECISAM-SE

Parece que foi de propósito. Cravinho "pirou-se" envergonhadamente para Londres a instâncias do senhor engenheiro que lhe inscreveu na testa a palavra "asneiras". Eis que, ao mesmo tempo, a empresa Bragaparques, uma das grandes fornecedoras de betão do regime, embaraça Lisboa e, por tabela, o dito regime. Aparentemente a empresa usa o betão como arma de arremesso político e a política usa a empresa para os devidos efeitos. Estão, por assim dizer, todos em casa. Acontece que Lisboa - a cidade, os seus munícipes, aqueles que todos os dias cá vêm trabalhar - nada tem a ver com estes arranjos inteiramente privados, alheios, por completo, ao interesse público. Politicamente a CML deixou de ter condições objectivas para trabalhar porque ninguém confia em ninguém e nós não confiamos na vereação. O pior é que, ir mais para baixo do que já se foi, ainda é possível. Só a devolução da palavra aos eleitores da cidade pode emprestar um módico de dignidade a tudo isto. Cheguem-se à frente candidatos.
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