Ontem esteve aí, pela enésima vez, o ex-campeão fictício nacional da luta contra a corrupção, João Cravinho. De vez em quando Cravinho desce do assento etéreo do BERD, em Londres, onde o PS o colocou, para nos vir dar lições tipo "a corrupção política anda à solta em Portugal". Anda? Então se anda, e uma vez que, desde os gloriosos tempos do MES, o eng. º Cravinho nos brinda com a sua inefável presença na vida político-partidária onde, aliás, se pratica o "filhismo" como "doutrina", qual é a efectiva prestação (para além da cansativa retórica vã exibida em rádios, televisões, comissões e colóquios para papalvos ouvirem e verem) da criatura para evitar tamanha soltura? É melhor poupar-se e poupar-nos, engenheiro. Estamos já razoavelmente bem servidos de líricos ainda por cima com "obra" publicada.
«Um trem de ferro é uma coisa mecânica, mas atravessa a noite, a madrugada, o dia, atravessou minha vida.» Adélia Prado
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31.3.10
A SOLTURA DE CRAVINHO
Ontem esteve aí, pela enésima vez, o ex-campeão fictício nacional da luta contra a corrupção, João Cravinho. De vez em quando Cravinho desce do assento etéreo do BERD, em Londres, onde o PS o colocou, para nos vir dar lições tipo "a corrupção política anda à solta em Portugal". Anda? Então se anda, e uma vez que, desde os gloriosos tempos do MES, o eng. º Cravinho nos brinda com a sua inefável presença na vida político-partidária onde, aliás, se pratica o "filhismo" como "doutrina", qual é a efectiva prestação (para além da cansativa retórica vã exibida em rádios, televisões, comissões e colóquios para papalvos ouvirem e verem) da criatura para evitar tamanha soltura? É melhor poupar-se e poupar-nos, engenheiro. Estamos já razoavelmente bem servidos de líricos ainda por cima com "obra" publicada.
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6.2.08
BANALIZAÇÃO ÉTICA
O senhor engenheiro Ferreira do Amaral, um verdadeiro jarrão Ming do regime, diz que "do ponto de vista moral" não teve "dúvidas em aceitar o convite para trabalhar na Lusoponte". Pina Moura, em passo apressado e parvenu para integrar a mesma colecção de jarras, entende que a sua "ética republicana" deve ser "medida" apenas pela lei, depois de porfiados anos escondido atrás da inexpugnável "moral comunista". Nenhum deles passa manifestamente fome. Parece-me confrangedora, em termos de qualidade de vida da democracia, esta banalização da moral pública dentro do regime. Tenho, aliás, dúvidas que ela exista.
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BANALIZAÇÃO ÉTICA
O senhor engenheiro Ferreira do Amaral, um verdadeiro jarrão Ming do regime, diz que "do ponto de vista moral" não teve "dúvidas em aceitar o convite para trabalhar na Lusoponte". Pina Moura, em passo apressado e parvenu para integrar a mesma colecção de jarras, entende que a sua "ética republicana" deve ser "medida" apenas pela lei, depois de porfiados anos escondido atrás da inexpugnável "moral comunista". Nenhum deles passa manifestamente fome. Parece-me confrangedora, em termos de qualidade de vida da democracia, esta banalização da moral pública dentro do regime. Tenho, aliás, dúvidas que ela exista.
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