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6.2.07

ESTÁTUAS


Outro a medalhar, desta vez pela circense Câmara Municipal de Lisboa, é o dr. Jorge Sampaio. Consta que foi um grande presidente da Câmara, como se ela nunca tivesse existido antes de 1989. Já agora, por que não o dr. Soares, Pedro Santana Lopes ou a estátua do cauteleiro do Largo da Misericórdia?

ESTÁTUAS


Outro a medalhar, desta vez pela circense Câmara Municipal de Lisboa, é o dr. Jorge Sampaio. Consta que foi um grande presidente da Câmara, como se ela nunca tivesse existido antes de 1989. Já agora, por que não o dr. Soares, Pedro Santana Lopes ou a estátua do cauteleiro do Largo da Misericórdia?

3.2.07

A MAN FOR ALL SEASONS

O cacique Miguel Coelho, do PS de Lisboa, já pensa no polivalente dr. Mega, uma espécie de jarrão Ming do regime, para a Câmara em caso de eleições. Volte, dr. João Soares, que a gente perdoa-lhe.

A MAN FOR ALL SEASONS

O cacique Miguel Coelho, do PS de Lisboa, já pensa no polivalente dr. Mega, uma espécie de jarrão Ming do regime, para a Câmara em caso de eleições. Volte, dr. João Soares, que a gente perdoa-lhe.

OS ILUSIONISTAS DE LISBOA


Continua a lenta agonia da Câmara Municipal de Lisboa. A investigação prossegue os seus termos, indiferente às consequências políticas da coisa e os políticos da Câmara fingem que nada se passa. Foi confrangedora a entrevista de um rapazinho, vereador dos "espaços públicos", a Mário Crespo na SIC Notícias, tal como se deve esperar o pior da de Carmona Rodrigues, amanhã, no mesmo canal. Agarrado como gato a bofe ao lugarzito, o moço desfiou um rosário de "actividades" e de "propostas" como se os Paços do Concelho estivessem no céu. Enquanto isto, os donos da Câmara continuam a espetar facas nas costas uns dos outros como se a cidade não existisse. Tudo "remonta" a antes de mim, dizem eles todos. Antes que seja demasiado tarde para a "direita" - aqui a dar razão à estafada tese da "mais estúpida do mundo" - conviria a alguma sua remota forma de vida inteligente tirar rapidamente a única conclusão que é preciso tirar. Todo o ilusionismo político do mundo não consegue disfarçar que esta CML já não existe. Percebem ou é preciso meter explicador?

OS ILUSIONISTAS DE LISBOA


Continua a lenta agonia da Câmara Municipal de Lisboa. A investigação prossegue os seus termos, indiferente às consequências políticas da coisa e os políticos da Câmara fingem que nada se passa. Foi confrangedora a entrevista de um rapazinho, vereador dos "espaços públicos", a Mário Crespo na SIC Notícias, tal como se deve esperar o pior da de Carmona Rodrigues, amanhã, no mesmo canal. Agarrado como gato a bofe ao lugarzito, o moço desfiou um rosário de "actividades" e de "propostas" como se os Paços do Concelho estivessem no céu. Enquanto isto, os donos da Câmara continuam a espetar facas nas costas uns dos outros como se a cidade não existisse. Tudo "remonta" a antes de mim, dizem eles todos. Antes que seja demasiado tarde para a "direita" - aqui a dar razão à estafada tese da "mais estúpida do mundo" - conviria a alguma sua remota forma de vida inteligente tirar rapidamente a única conclusão que é preciso tirar. Todo o ilusionismo político do mundo não consegue disfarçar que esta CML já não existe. Percebem ou é preciso meter explicador?

27.1.07

CANDIDATOS PRECISAM-SE


Parece que foi de propósito. Cravinho "pirou-se" envergonhadamente para Londres a instâncias do senhor engenheiro que lhe inscreveu na testa a palavra "asneiras". Eis que, ao mesmo tempo, a empresa Bragaparques, uma das grandes fornecedoras de betão do regime, embaraça Lisboa e, por tabela, o dito regime. Aparentemente a empresa usa o betão como arma de arremesso político e a política usa a empresa para os devidos efeitos. Estão, por assim dizer, todos em casa. Acontece que Lisboa - a cidade, os seus munícipes, aqueles que todos os dias cá vêm trabalhar - nada tem a ver com estes arranjos inteiramente privados, alheios, por completo, ao interesse público. Politicamente a CML deixou de ter condições objectivas para trabalhar porque ninguém confia em ninguém e nós não confiamos na vereação. O pior é que, ir mais para baixo do que já se foi, ainda é possível. Só a devolução da palavra aos eleitores da cidade pode emprestar um módico de dignidade a tudo isto. Cheguem-se à frente candidatos.

CANDIDATOS PRECISAM-SE


Parece que foi de propósito. Cravinho "pirou-se" envergonhadamente para Londres a instâncias do senhor engenheiro que lhe inscreveu na testa a palavra "asneiras". Eis que, ao mesmo tempo, a empresa Bragaparques, uma das grandes fornecedoras de betão do regime, embaraça Lisboa e, por tabela, o dito regime. Aparentemente a empresa usa o betão como arma de arremesso político e a política usa a empresa para os devidos efeitos. Estão, por assim dizer, todos em casa. Acontece que Lisboa - a cidade, os seus munícipes, aqueles que todos os dias cá vêm trabalhar - nada tem a ver com estes arranjos inteiramente privados, alheios, por completo, ao interesse público. Politicamente a CML deixou de ter condições objectivas para trabalhar porque ninguém confia em ninguém e nós não confiamos na vereação. O pior é que, ir mais para baixo do que já se foi, ainda é possível. Só a devolução da palavra aos eleitores da cidade pode emprestar um módico de dignidade a tudo isto. Cheguem-se à frente candidatos.

26.1.07

A ÚNICA SAÍDA

"Nada do que por lá [na Câmara Municipal de Lisboa] acontece nos deve espantar. Já não há qualquer lógica política que a sustente e nenhuma coerência nos grupinhos que, dentro e fora da antiga maioria, se formaram atrás de gente sem muita envergadura, à procura de notoriedade ou de alguma vantagem pessoal, partidária ou outra. Uma trapalhada destas não se governa. Carmona não governa e, sem apoio popular ou uma força organizada atrás dele, não pode vir a governar. Se não perdeu o direito legal de ficar onde está, perdeu a legitimidade e a única saída decorosa que lhe resta é a demissão. Como é a única saída que resta aos vereadores, a todos, se tiverem o mais vago respeito pelo interesse público. "

Vasco Pulido Valente, in Público

A ÚNICA SAÍDA

"Nada do que por lá [na Câmara Municipal de Lisboa] acontece nos deve espantar. Já não há qualquer lógica política que a sustente e nenhuma coerência nos grupinhos que, dentro e fora da antiga maioria, se formaram atrás de gente sem muita envergadura, à procura de notoriedade ou de alguma vantagem pessoal, partidária ou outra. Uma trapalhada destas não se governa. Carmona não governa e, sem apoio popular ou uma força organizada atrás dele, não pode vir a governar. Se não perdeu o direito legal de ficar onde está, perdeu a legitimidade e a única saída decorosa que lhe resta é a demissão. Como é a única saída que resta aos vereadores, a todos, se tiverem o mais vago respeito pelo interesse público. "

Vasco Pulido Valente, in Público