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23.1.09

A REFUNDAÇÃO DA REPÚBLICA

Daqui a pouco, no GaiaHotel, na terra do venerável Menezes, o dr. Alberto João Jardim fala com o Clube dos Pensadores sobre a "refundação da República". Antes que ela acabe definitivamente no charco da plutocracia. Às 21.30.

A REFUNDAÇÃO DA REPÚBLICA

Daqui a pouco, no GaiaHotel, na terra do venerável Menezes, o dr. Alberto João Jardim fala com o Clube dos Pensadores sobre a "refundação da República". Antes que ela acabe definitivamente no charco da plutocracia. Às 21.30.

12.5.08

A MINHA "AGENDA"


Um leitor acusa-me de ser inconsistente, parvo e de "ter uma agenda" nesta coisa do PSD. Presumo que é por eu não acompanhar a aventura da dra. Leite. Para seu esclarecimento, "acompanhei" a dra. Ferreira Leite quando foi presidente da distrital de Lisboa num remoto lugar na assembleia metropolitana (AML, acho que era assim que se chamava). Fui a uma única reunião - quando Marcelo saiu - e jurei para nunca mais. Nunca achei particular "brilho" político à dra. Leite, embora lhe reconheça qualidades que me agradam no mando. A chefia do grupo parlamentar e as hesitações fatais nas vésperas da eleição directa que escolheu Menezes chegaram para perceber que as qualidades não superam as falhas. Politicamente, Manuela Ferreira Leite nem sequer chega a ser um mito. De resto, não tenho agenda para isto porque deixei de ser militante em 2004. Como escrevi, só regressaria através do PSD-Madeira. Se isto for uma agenda...

A MINHA "AGENDA"


Um leitor acusa-me de ser inconsistente, parvo e de "ter uma agenda" nesta coisa do PSD. Presumo que é por eu não acompanhar a aventura da dra. Leite. Para seu esclarecimento, "acompanhei" a dra. Ferreira Leite quando foi presidente da distrital de Lisboa num remoto lugar na assembleia metropolitana (AML, acho que era assim que se chamava). Fui a uma única reunião - quando Marcelo saiu - e jurei para nunca mais. Nunca achei particular "brilho" político à dra. Leite, embora lhe reconheça qualidades que me agradam no mando. A chefia do grupo parlamentar e as hesitações fatais nas vésperas da eleição directa que escolheu Menezes chegaram para perceber que as qualidades não superam as falhas. Politicamente, Manuela Ferreira Leite nem sequer chega a ser um mito. De resto, não tenho agenda para isto porque deixei de ser militante em 2004. Como escrevi, só regressaria através do PSD-Madeira. Se isto for uma agenda...

29.4.08

CONTRA A ETERNIDADE

Via Atlântico. Se bem contei, iam em quase cento e trinta assinaturas. Estou à vontade porque já não sou militante. Todavia, confesso que me dá um certo gozo ver este homem "dourar a pílula" até ao derradeiro dia para a apresentação das candidaturas. Da mesma forma que não me deu gozo algum aquele desfile de "notáveis" que apareceu à volta da "sacrificada" Ferreira Leite. Recordam-me, esses "notáveis" tocados pela eternidade, duas frases lapidares. A primeira, a famosa de Suetónio acerca de Júlio César: o homem de todas as mulheres e a mulher de todos os homens. A segunda, de um anónimo, acerca de demasiada gente: têm todas as qualidades do cão menos a lealdade.

CONTRA A ETERNIDADE

Via Atlântico. Se bem contei, iam em quase cento e trinta assinaturas. Estou à vontade porque já não sou militante. Todavia, confesso que me dá um certo gozo ver este homem "dourar a pílula" até ao derradeiro dia para a apresentação das candidaturas. Da mesma forma que não me deu gozo algum aquele desfile de "notáveis" que apareceu à volta da "sacrificada" Ferreira Leite. Recordam-me, esses "notáveis" tocados pela eternidade, duas frases lapidares. A primeira, a famosa de Suetónio acerca de Júlio César: o homem de todas as mulheres e a mulher de todos os homens. A segunda, de um anónimo, acerca de demasiada gente: têm todas as qualidades do cão menos a lealdade.

23.4.08

O MAL AMADO


As "inteligências" rosnam, com uma espécie de boçalidade sofisticada, assim que é mencionado o nome de Alberto João Jardim. Acontece que Jardim tem sido o único social-democrata a dar motivos de orgulho ao partido a que pertence. Tem um currículo político invejável, sufragado anos a fio pelos seus eleitores. É um governante com experiência, persistência e obra. Quando era 1º vice-presidente de Marcelo, andou um pouco por todo o "continente". Sabe que não é propriamente "amado" por aqui. E é, julgo eu, quanto basta.

O MAL AMADO


As "inteligências" rosnam, com uma espécie de boçalidade sofisticada, assim que é mencionado o nome de Alberto João Jardim. Acontece que Jardim tem sido o único social-democrata a dar motivos de orgulho ao partido a que pertence. Tem um currículo político invejável, sufragado anos a fio pelos seus eleitores. É um governante com experiência, persistência e obra. Quando era 1º vice-presidente de Marcelo, andou um pouco por todo o "continente". Sabe que não é propriamente "amado" por aqui. E é, julgo eu, quanto basta.

20.4.08

A "SUPERIORIDADE" CONTINENTAL


A visita de Cavaco à Madeira - apesar dos incidentes "protocolares" que a antecederam, do mau gosto de ter recebido os partidos no hotel e de ter inaugurado outro no Porto Santo como Fidel fazia em Cuba - valeu porventura mais por aquilo que o presidente transmitiu em privado do que pelo que o folclore habitual evidenciou. A prova disso está neste "convite", impensável há uns dias atrás. Jardim não é exactamente o bisonte que as crónicas dos jornais descrevem, nem os madeirenses os atrasados mentais que elas pressupõem. Aliás, entre o "estilo" dele e a miséria embotada e servil que reina um pouco por todo o "continente", não hesito.

A "SUPERIORIDADE" CONTINENTAL


A visita de Cavaco à Madeira - apesar dos incidentes "protocolares" que a antecederam, do mau gosto de ter recebido os partidos no hotel e de ter inaugurado outro no Porto Santo como Fidel fazia em Cuba - valeu porventura mais por aquilo que o presidente transmitiu em privado do que pelo que o folclore habitual evidenciou. A prova disso está neste "convite", impensável há uns dias atrás. Jardim não é exactamente o bisonte que as crónicas dos jornais descrevem, nem os madeirenses os atrasados mentais que elas pressupõem. Aliás, entre o "estilo" dele e a miséria embotada e servil que reina um pouco por todo o "continente", não hesito.

14.4.08

INDISPOSIÇÃO REGIONAL

Ninguém gosta mais da Madeira do que eu. Ninguém despreza mais os ataques triviais contra Alberto João Jardim do que eu. Ninguém tem verberado mais a "ignorância dos insensatos" acerca da Madeira dos derradeiros trinta anos do que eu. Dito isto, AJJ - e por mais inócuos que sejam os deputados regionais e por mais profunda que seja a "vergonha" que se possa sentir em apresentá-los a quem quer que seja - não pode comportar-se como o "dono" da Assembleia Regional para evitar uma sessão solene destinada a homenagear o Chefe de Estado. Mais do que embaraçar o "bando de loucos", AJJ embaraça Cavaco que, muito justamente, se desloca à Madeira também para consagrar estes anos de desenvolvimento daquele território nacional. Se eu fosse o PR, logo à noite estaria levemente indisposto para o jantar que substitui a sessão no parlamento regional. Azia, diria eu.

INDISPOSIÇÃO REGIONAL

Ninguém gosta mais da Madeira do que eu. Ninguém despreza mais os ataques triviais contra Alberto João Jardim do que eu. Ninguém tem verberado mais a "ignorância dos insensatos" acerca da Madeira dos derradeiros trinta anos do que eu. Dito isto, AJJ - e por mais inócuos que sejam os deputados regionais e por mais profunda que seja a "vergonha" que se possa sentir em apresentá-los a quem quer que seja - não pode comportar-se como o "dono" da Assembleia Regional para evitar uma sessão solene destinada a homenagear o Chefe de Estado. Mais do que embaraçar o "bando de loucos", AJJ embaraça Cavaco que, muito justamente, se desloca à Madeira também para consagrar estes anos de desenvolvimento daquele território nacional. Se eu fosse o PR, logo à noite estaria levemente indisposto para o jantar que substitui a sessão no parlamento regional. Azia, diria eu.

31.3.08

O PEIXE-ESPADA PRETO E AS ÁGUAS PROFUNDAS


O que maça profundamente aqueles que não gostam de Alberto João Jardim, não é tanto o seu estilo truculento e directo como a circunstância de, ao contrário deles e dos "amigos" políticos deles, nunca lhe terem ganho uma eleição. Se repararem bem no que Jaime Gama disse no Funchal, verão que o presidente da AR proferiu um elogio institucional óbvio que separou - afirmou-o - das suas próprias convicções. Algum cristão-novo socialista, uma espécie muito "sensível", muito ignorante e demasiado superficial, tem dúvidas acerca de Jaime Gama?

O PEIXE-ESPADA PRETO E AS ÁGUAS PROFUNDAS


O que maça profundamente aqueles que não gostam de Alberto João Jardim, não é tanto o seu estilo truculento e directo como a circunstância de, ao contrário deles e dos "amigos" políticos deles, nunca lhe terem ganho uma eleição. Se repararem bem no que Jaime Gama disse no Funchal, verão que o presidente da AR proferiu um elogio institucional óbvio que separou - afirmou-o - das suas próprias convicções. Algum cristão-novo socialista, uma espécie muito "sensível", muito ignorante e demasiado superficial, tem dúvidas acerca de Jaime Gama?

18.3.08

RESPIRAR O AR DA MADEIRA


Se voltasse ao PSD, ia para o PSD/ Madeira. Se pudesse sair de Lisboa, ia viver e trabalhar para a Madeira. Dito isto, e agora que se fala em "avaliar" os senhores juízes, podia começar-se por avaliar decisões judiciais relativas ao uso da liberdade de expressão e da crítica políticas. Entre Daniel Oliveira e Alberto João Jardim não hesito. Aliás, uma das razões por que não hesito é justamente por apreciar a liberdade de expressão e de crítica políticas do presidente do governo regional da Madeira, alguém nunca atafulhado pelo preconceito da correcção. Por isso, imagino que o cidadão Alberto João não aprecie decisões judiciais que, sendo-lhe favoráveis, são desfavoráveis à liberdade de expressão e de crítica políticas de que Jardim é um dos mais imaginativos beneficiários. Depois, trinta anos de poder sufragado livremente pelos madeirenses é a única resposta com grandeza à acrimónia habitual. Existe, felizmente, jurisprudência dos tribunais superiores que garante a liberdade de expressão inserida no plano da crítica política. E que serve para Daniel Oliveira e para Alberto João ou outro cidadão qualquer. É bom - e eu não abdico desse prazer - respirar livremente o ar doce e meridional da Madeira. Não vale a pena estragar esse privilégio com intendência mesquinha.

RESPIRAR O AR DA MADEIRA


Se voltasse ao PSD, ia para o PSD/ Madeira. Se pudesse sair de Lisboa, ia viver e trabalhar para a Madeira. Dito isto, e agora que se fala em "avaliar" os senhores juízes, podia começar-se por avaliar decisões judiciais relativas ao uso da liberdade de expressão e da crítica políticas. Entre Daniel Oliveira e Alberto João Jardim não hesito. Aliás, uma das razões por que não hesito é justamente por apreciar a liberdade de expressão e de crítica políticas do presidente do governo regional da Madeira, alguém nunca atafulhado pelo preconceito da correcção. Por isso, imagino que o cidadão Alberto João não aprecie decisões judiciais que, sendo-lhe favoráveis, são desfavoráveis à liberdade de expressão e de crítica políticas de que Jardim é um dos mais imaginativos beneficiários. Depois, trinta anos de poder sufragado livremente pelos madeirenses é a única resposta com grandeza à acrimónia habitual. Existe, felizmente, jurisprudência dos tribunais superiores que garante a liberdade de expressão inserida no plano da crítica política. E que serve para Daniel Oliveira e para Alberto João ou outro cidadão qualquer. É bom - e eu não abdico desse prazer - respirar livremente o ar doce e meridional da Madeira. Não vale a pena estragar esse privilégio com intendência mesquinha.

19.6.07

GENTE PARA TUDO

O governo mandou à Madeira um ajudante do senhor primeiro-primeiro para o representar na posse do governo regional. Para Sócrates - que, para começar, já foi obrigado a devolver 25 milhões de euros a Alberto João -, a Madeira é coisa apenas para secretário de Estado. Azar. Por vontade dos madeirenses, quem manda na Madeira é Alberto João Jardim. Sócrates até podia ter enviado o porteiro que era a mesma coisa. A elevação com que trata os assuntos de Estado que não lhe dão jeito fica bem retratada na deslocação deste infeliz serventuário. Felizmente que há gente para tudo.

GENTE PARA TUDO

O governo mandou à Madeira um ajudante do senhor primeiro-primeiro para o representar na posse do governo regional. Para Sócrates - que, para começar, já foi obrigado a devolver 25 milhões de euros a Alberto João -, a Madeira é coisa apenas para secretário de Estado. Azar. Por vontade dos madeirenses, quem manda na Madeira é Alberto João Jardim. Sócrates até podia ter enviado o porteiro que era a mesma coisa. A elevação com que trata os assuntos de Estado que não lhe dão jeito fica bem retratada na deslocação deste infeliz serventuário. Felizmente que há gente para tudo.

1.5.07

OS JORNALISTAS E A MADEIRA

Nos próximos três dias, tantos quantos sobram de campanha eleitoral na Madeira, "nós por cá" vamos ser bombardeados com as habituais baboseiras anti-Jardim. As televisões e os artigos de jornal apresentam o chefe do governo regional praticamente como um inimputável. Sousa Tavares - a quem em tempos Jardim ganhou uma acção em tribunal por causa de um escrito dentro deste "registo" - também não fugiu ao trivial na TVI. Razão tem o Duarte Calvão. É na Madeira, e não nas tv's ou nos jornais, que as eleições são disputadas. O sr. Serrão anda para ali perdido - os outros nem sequer contam - sem que um Canas ou uma Belém, pelo menos, dêem uma mãozinha. Já para não falar em Sócrates que, no sossego do "continente" e noutras alturas, "puxou" pelo seu delegado madeirense. Sócrates tem medo de ir à Madeira? É que não é da tradição do PS que eu conheço ter medo. Tal como o D. Calvão, "só não percebo porque é que os jornalistas, sempre tão prontos a perguntar a um líder do PSD porque não vai à festa do Chão da Lagoa, não ousam confrontar Sócrates com esta questão."

OS JORNALISTAS E A MADEIRA

Nos próximos três dias, tantos quantos sobram de campanha eleitoral na Madeira, "nós por cá" vamos ser bombardeados com as habituais baboseiras anti-Jardim. As televisões e os artigos de jornal apresentam o chefe do governo regional praticamente como um inimputável. Sousa Tavares - a quem em tempos Jardim ganhou uma acção em tribunal por causa de um escrito dentro deste "registo" - também não fugiu ao trivial na TVI. Razão tem o Duarte Calvão. É na Madeira, e não nas tv's ou nos jornais, que as eleições são disputadas. O sr. Serrão anda para ali perdido - os outros nem sequer contam - sem que um Canas ou uma Belém, pelo menos, dêem uma mãozinha. Já para não falar em Sócrates que, no sossego do "continente" e noutras alturas, "puxou" pelo seu delegado madeirense. Sócrates tem medo de ir à Madeira? É que não é da tradição do PS que eu conheço ter medo. Tal como o D. Calvão, "só não percebo porque é que os jornalistas, sempre tão prontos a perguntar a um líder do PSD porque não vai à festa do Chão da Lagoa, não ousam confrontar Sócrates com esta questão."