«Um trem de ferro é uma coisa mecânica, mas atravessa a noite, a madrugada, o dia, atravessou minha vida.» Adélia Prado
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17.7.11
14.7.11
IDEM
Também gosto desta versão da Marsellaise do Plácido Domingo. É assaz patriótica, um sentimento que nos conviria cultivar um pouco mais. O patriotismo saudável, não patrioteiro, de que falava o Prof. Mota Pinto. E Sena.
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Também gosto desta versão da Marsellaise do Plácido Domingo. É assaz patriótica, um sentimento que nos conviria cultivar um pouco mais. O patriotismo saudável, não patrioteiro, de que falava o Prof. Mota Pinto. E Sena.
26.2.11
COISAS CIVILIZADAS

No Grande Auditório da Gulbenkian, directamente do Met de Nova Iorque, Ifigénia na Táurida, de Gluck. Às 18h. Susan Graham, Plácido Domingo.
COISAS CIVILIZADAS

No Grande Auditório da Gulbenkian, directamente do Met de Nova Iorque, Ifigénia na Táurida, de Gluck. Às 18h. Susan Graham, Plácido Domingo.
5.9.10
AS HORAS E OS LOCAIS DE RIGOLETTO
Está em curso - começou ontem, na rtp2 - a transmissão de um Rigoletto, de Verdi, «transmissão directa e ao vivo a partir de Mântua, cantado e representado em cenários naturais históricos como algumas das salas do Palácio dos Gonzaga, ruas e outros locais ainda a ver, isto porque a transmissão é descontinuada, ou seja, para realçar a acção o seguimento cronológico dos factos nos seus diferentes horários faz com que esta concretização se passe na hora do dia de acordo com cada cena.» Começou ontem e prossegue hoje, às 13h e às 22:30. A experiência não é original. Em 1992, o mesmo maestro deste fim de semana, Zubin Metha, dirigiu a Tosca, de Puccini, em Roma, nos locais e à hora da trama. As novidades são o realizador - Marco Bellochio - e Plácido Domingo no papel titular (para barítono). Domingo iniciou a carreira justamente como barítono e, pelos vistos, tenciona acabá-la no mesmo registo vocal. Não fiquei entusiasmado com o bocado de ontem até porque Domingo está muito associado ao papel de Duque de Mântua (nesta produção, interpretado pelo bonitão Vittorio Grigolo) - que fez abundantemente em palco e gravou com Claudio Abbado em 1979 - mas o momento musical proporcionado é, nestes tempos de deprimente mau gosto em tudo, de grande qualidade. Julia Novikova, Ruggero Raimondi, Nino Surguladze e Gianfranco Montresor constituem o restante elenco.
Etiquetas:
Plácido Domingo,
Verdi,
Zubin Mehta
AS HORAS E OS LOCAIS DE RIGOLETTO
Está em curso - começou ontem, na rtp2 - a transmissão de um Rigoletto, de Verdi, «transmissão directa e ao vivo a partir de Mântua, cantado e representado em cenários naturais históricos como algumas das salas do Palácio dos Gonzaga, ruas e outros locais ainda a ver, isto porque a transmissão é descontinuada, ou seja, para realçar a acção o seguimento cronológico dos factos nos seus diferentes horários faz com que esta concretização se passe na hora do dia de acordo com cada cena.» Começou ontem e prossegue hoje, às 13h e às 22:30. A experiência não é original. Em 1992, o mesmo maestro deste fim de semana, Zubin Metha, dirigiu a Tosca, de Puccini, em Roma, nos locais e à hora da trama. As novidades são o realizador - Marco Bellochio - e Plácido Domingo no papel titular (para barítono). Domingo iniciou a carreira justamente como barítono e, pelos vistos, tenciona acabá-la no mesmo registo vocal. Não fiquei entusiasmado com o bocado de ontem até porque Domingo está muito associado ao papel de Duque de Mântua (nesta produção, interpretado pelo bonitão Vittorio Grigolo) - que fez abundantemente em palco e gravou com Claudio Abbado em 1979 - mas o momento musical proporcionado é, nestes tempos de deprimente mau gosto em tudo, de grande qualidade. Julia Novikova, Ruggero Raimondi, Nino Surguladze e Gianfranco Montresor constituem o restante elenco.
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Zubin Mehta
31.1.07
DOMINGO

Uma vez, numa entrevista, Teresa Berganza - essa genial intérprete espanhola e mulher com uma alegria e uma inteligência interpretativa notáveis - disse que os três maiores fenómenos musicais do século passado eram, na sua opinião, Herbert von Karajan, Maria Callas e o seu compatriota Plácido Domingo. Passaram todos por cá, em momentos diversos. Karajan no Coliseu, a Callas e Domingo no São Carlos e este, também, no estádio do Belenenses. É uma boa notícia, no meio do deserto, o anúncio de um concerto de Domingo, em Abril, no Pavilhão Atlântico. Por mais "popularucho" que o concerto venha a ser, constituirá decerto uma derradeira oportunidade - para quem nunca teve esse privilégio - de ver e ouvir um dos grandes músicos dos nossos tempos. Espero que não seja exclusivo para múmias convidadas que não sabem distinguir Wagner de Schönberg ou Verdi de Donizetti.
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ópera,
Plácido Domingo,
São Carlos
DOMINGO

Uma vez, numa entrevista, Teresa Berganza - essa genial intérprete espanhola e mulher com uma alegria e uma inteligência interpretativa notáveis - disse que os três maiores fenómenos musicais do século passado eram, na sua opinião, Herbert von Karajan, Maria Callas e o seu compatriota Plácido Domingo. Passaram todos por cá, em momentos diversos. Karajan no Coliseu, a Callas e Domingo no São Carlos e este, também, no estádio do Belenenses. É uma boa notícia, no meio do deserto, o anúncio de um concerto de Domingo, em Abril, no Pavilhão Atlântico. Por mais "popularucho" que o concerto venha a ser, constituirá decerto uma derradeira oportunidade - para quem nunca teve esse privilégio - de ver e ouvir um dos grandes músicos dos nossos tempos. Espero que não seja exclusivo para múmias convidadas que não sabem distinguir Wagner de Schönberg ou Verdi de Donizetti.
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