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13.9.12

Ironias e cansaços


 


Há dias, a propósito da anunciada colaboração de Manuela Ferreira Leite no blogue 4ª República, escrevi que Ferreira Leite foi a minha escolha para primeiro-ministro, em 2009, e que esse era melhor elogio que lhe podia fazer. Não deixa, pois, de haver "nos olhos meus ironias e cansaços" (José Régio) quando, de televisões a jornais, passando pelas inevitáveis "redes sociais", Ferreira Leite emerge hoje como a "heroína" de alguns farsolas irresponsáveis que, apenas há três anos, preferiram deixar ficar Sócrates com os resultados que se conhecem. Ferreira Leite, em Setembro de 2009, confrontou o país com uma verdade que ele recusou ouvir. Talvez não fosse mau escutá-la, de novo, com atenção.

12.9.12

Atentamente

Estive a ver e a ouvir Manuela Ferreira Leite na tvi24. Atentamente.

11.4.10

FIBRA

As horas e horas que, muito justamente, foram dedicadas na televisão a Passos Coelho não substituem, num minuto sequer, os cinquenta de Manuela Ferreira Leite, na tvi24 com Manuel Luís Goucha. Que fibra.

FIBRA

As horas e horas que, muito justamente, foram dedicadas na televisão a Passos Coelho não substituem, num minuto sequer, os cinquenta de Manuela Ferreira Leite, na tvi24 com Manuel Luís Goucha. Que fibra.

25.3.10

ADEUS, DRA. MANUELA

À abstenção do PSD relativamente ao PEC do governo deveria ter correspondido uma abstenção, por parte de Ferreira Leite, em justificar, de seguida, o injustificável. O argumentário, todo ele contrário ao conteúdo do dito PEC, seria risível se não fosse trágico. Manuela começa e acaba cativa de Cavaco. Gosto de Cavaco PR, apoio a sua recandidatura mas incomoda-me que faça do maior partido da oposição uma espécie de túnel do Rossio para ele se deslocar de um lado para o outro quando lhe dá jeito. O próximo presidente do PSD não deve hesitar em denunciar o PEC e esta vitória de Pirro do governo à conta de um gesto patético do seu próprio partido. Não há bom vento para quem não conhece o seu porto. Adeus, dra. Manuela.

ADEUS, DRA. MANUELA

À abstenção do PSD relativamente ao PEC do governo deveria ter correspondido uma abstenção, por parte de Ferreira Leite, em justificar, de seguida, o injustificável. O argumentário, todo ele contrário ao conteúdo do dito PEC, seria risível se não fosse trágico. Manuela começa e acaba cativa de Cavaco. Gosto de Cavaco PR, apoio a sua recandidatura mas incomoda-me que faça do maior partido da oposição uma espécie de túnel do Rossio para ele se deslocar de um lado para o outro quando lhe dá jeito. O próximo presidente do PSD não deve hesitar em denunciar o PEC e esta vitória de Pirro do governo à conta de um gesto patético do seu próprio partido. Não há bom vento para quem não conhece o seu porto. Adeus, dra. Manuela.

19.3.10

QUASE NADA

A dra. Ferreira Leite concedeu uma infeliz entrevista radiofónica. Não muito provavelmente por causa do seu conteúdo genérico. Mas porque dela pouco mais ficou do que o apelo aos militantes para que não olhassem para os "aspectos físicos" dos candidatos à sua sucessão. Politicamente isto é pobre. É quase nada.

QUASE NADA

A dra. Ferreira Leite concedeu uma infeliz entrevista radiofónica. Não muito provavelmente por causa do seu conteúdo genérico. Mas porque dela pouco mais ficou do que o apelo aos militantes para que não olhassem para os "aspectos físicos" dos candidatos à sua sucessão. Politicamente isto é pobre. É quase nada.

5.12.09

CONTRA O CICLO DA CARNE ASSADA


«Fica-se a pensar nas responsabilidades de pessoas como JPP: o que têm feito para anular a progressão de gente que não seria absolutamente nada sem o circuto da carne assada?» Pergunta pertinente de Filipe Nunes Vicente depois de ler Pacheco Pereira no Público. Para quem esteve mais anos no PSD do que Pacheco está, e vista a coisa de fora, confesso que me daria um certo gozo uma recandidatura de Ferreira Leite. Mesmo com incoerências gramaticais e uma derrota num ciclo de três eleições, até agora ainda não a surpreendi a deixar de ter razão.

CONTRA O CICLO DA CARNE ASSADA


«Fica-se a pensar nas responsabilidades de pessoas como JPP: o que têm feito para anular a progressão de gente que não seria absolutamente nada sem o circuto da carne assada?» Pergunta pertinente de Filipe Nunes Vicente depois de ler Pacheco Pereira no Público. Para quem esteve mais anos no PSD do que Pacheco está, e vista a coisa de fora, confesso que me daria um certo gozo uma recandidatura de Ferreira Leite. Mesmo com incoerências gramaticais e uma derrota num ciclo de três eleições, até agora ainda não a surpreendi a deixar de ter razão.

25.9.09

GRACE UNDER PRESSURE*

«A nobreza de MFL [Manuela Ferreira Leite]. Nunca mencionou os casos que envolveram Sócrates nos últimos anos. Parafraseando o meu amigo Pedro Caeiro (nos comentários aqui no blogue ao episódio da loira do PSD), Sócrates não teria durado um dia se estivéssemos nos EUA.»
*não é um exclusivo dos homens como imaginava esse torturado mal resolvido do Hemingway

GRACE UNDER PRESSURE*

«A nobreza de MFL [Manuela Ferreira Leite]. Nunca mencionou os casos que envolveram Sócrates nos últimos anos. Parafraseando o meu amigo Pedro Caeiro (nos comentários aqui no blogue ao episódio da loira do PSD), Sócrates não teria durado um dia se estivéssemos nos EUA.»
*não é um exclusivo dos homens como imaginava esse torturado mal resolvido do Hemingway

COM MANUELA


Depois de uma campanha inútil, manipulada do princípio ao fim pela "deontologia" jornalística a mando das agências de comunicação pagas pela campanha milionária do PS, vale a pena estar com Ferreira Leite em Lisboa, a minha cidade. Não por ter feito uma campanha "brilhante", arrebatadora, dissimulada e cheia de estrelinhas. Não. Apenas porque foi autêntica num mar de hipocrisia, cálculo e insolência. E porque a coisa é entre ela e mais (em pior) de uma permanente e tortuosa relação com a verdade. O resto é a árvore (e que enorme que ela é!) que impede a visão da floresta.

Adenda:
«No essencial, o nosso Portugal à hora americana por fora, como quase toda a Europa, não está tão longe do Portugal do Júlio Dinis como supomos. As forças ou as crenças mais ou menos obscuras que dispunham das vontades ao serviço do ignaro Joãozinho das Perdizes foram substituídas apenas, com mais eficácia, por mecanismos de sedução irresistível, hipnótica mesmo, ao serviço de poderes nada obscuros. Não se trata da famigerada força ao serviço de deuses benévolos, mas de autênticas realidades demoníacas, senhoras ao mesmo tempo do poder económico, financeiro, político, tecnológico e, sobretudo, mediático, em estado de "gangsterização" planetária.» (Eduardo Lourenço, Público)

COM MANUELA


Depois de uma campanha inútil, manipulada do princípio ao fim pela "deontologia" jornalística a mando das agências de comunicação pagas pela campanha milionária do PS, vale a pena estar com Ferreira Leite em Lisboa, a minha cidade. Não por ter feito uma campanha "brilhante", arrebatadora, dissimulada e cheia de estrelinhas. Não. Apenas porque foi autêntica num mar de hipocrisia, cálculo e insolência. E porque a coisa é entre ela e mais (em pior) de uma permanente e tortuosa relação com a verdade. O resto é a árvore (e que enorme que ela é!) que impede a visão da floresta.

Adenda:
«No essencial, o nosso Portugal à hora americana por fora, como quase toda a Europa, não está tão longe do Portugal do Júlio Dinis como supomos. As forças ou as crenças mais ou menos obscuras que dispunham das vontades ao serviço do ignaro Joãozinho das Perdizes foram substituídas apenas, com mais eficácia, por mecanismos de sedução irresistível, hipnótica mesmo, ao serviço de poderes nada obscuros. Não se trata da famigerada força ao serviço de deuses benévolos, mas de autênticas realidades demoníacas, senhoras ao mesmo tempo do poder económico, financeiro, político, tecnológico e, sobretudo, mediático, em estado de "gangsterização" planetária.» (Eduardo Lourenço, Público)

23.9.09

TERRESTRE

Uns procuram ramas de ouro.
Outros, filões de púrpura unindo
sono a sono. Há quem estenda os dedos para tocar
as queimaduras no escuro. Há quem seja
terrestre.

Herberto Helder, Flash


«Se quiser acabar com o governo PS de José Sócrates, só há uma maneira. Votar no PSD. Se não quiser, há várias maneiras de o manter em funções. Pode votar no PS, no CDS, no PCP, no BE, no MEP, não votar, votar nulo, etc, etc... O voto no PSD não é um voto útil, é um voto utilíssimo. Depende do que quiser, claro. É uma escolha, responsabilidade de cada um.» (
José Pacheco Pereira, Abrupto) É tão simples. Terrestre, como nas palavras de Herberto Helder.


TERRESTRE

Uns procuram ramas de ouro.
Outros, filões de púrpura unindo
sono a sono. Há quem estenda os dedos para tocar
as queimaduras no escuro. Há quem seja
terrestre.

Herberto Helder, Flash


«Se quiser acabar com o governo PS de José Sócrates, só há uma maneira. Votar no PSD. Se não quiser, há várias maneiras de o manter em funções. Pode votar no PS, no CDS, no PCP, no BE, no MEP, não votar, votar nulo, etc, etc... O voto no PSD não é um voto útil, é um voto utilíssimo. Depende do que quiser, claro. É uma escolha, responsabilidade de cada um.» (
José Pacheco Pereira, Abrupto) É tão simples. Terrestre, como nas palavras de Herberto Helder.


20.9.09

THE SHOW MUST NOT GO ON



I am not my own subject. É uma "regra" de Gore Vidal que procuro aplicar aqui. Sucede que, nesta altura do campeonato, nunca é de mais ser claro sobre aquilo que importa ponderar no próximo domingo. Existe um esforço conjugado do que chamo no vídeo* de "linhas sobrepostas" - a dos media e a do regime personificado numa única pessoa - para esmagar o contraditório. A tagarelice e os confetti não caem do céu. Os ataques cirúrgicos também não. The show must go on podia perfeitamente ser o derradeiro cartaz da milionária campanha do PS absolutista a que os media tradicionais e muitos blogues dão farta e calculada aquiescência. É entre isso e um módico de seriedade que é preciso optar. Apenas isso, para já. O resto são fantasmas, circo e pandeiretas.

*terminada, por sorteio, a minha participação no "combate de blogues" para as legislativas imaginado pela TVI24 em linha, agradeço ao Nuno Ramos de Almeida e ao Filipe Caetano, o editor.

THE SHOW MUST NOT GO ON



I am not my own subject. É uma "regra" de Gore Vidal que procuro aplicar aqui. Sucede que, nesta altura do campeonato, nunca é de mais ser claro sobre aquilo que importa ponderar no próximo domingo. Existe um esforço conjugado do que chamo no vídeo* de "linhas sobrepostas" - a dos media e a do regime personificado numa única pessoa - para esmagar o contraditório. A tagarelice e os confetti não caem do céu. Os ataques cirúrgicos também não. The show must go on podia perfeitamente ser o derradeiro cartaz da milionária campanha do PS absolutista a que os media tradicionais e muitos blogues dão farta e calculada aquiescência. É entre isso e um módico de seriedade que é preciso optar. Apenas isso, para já. O resto são fantasmas, circo e pandeiretas.

*terminada, por sorteio, a minha participação no "combate de blogues" para as legislativas imaginado pela TVI24 em linha, agradeço ao Nuno Ramos de Almeida e ao Filipe Caetano, o editor.