Há dias, a propósito da anunciada colaboração de Manuela Ferreira Leite no blogue 4ª República, escrevi que Ferreira Leite foi a minha escolha para primeiro-ministro, em 2009, e que esse era melhor elogio que lhe podia fazer. Não deixa, pois, de haver "nos olhos meus ironias e cansaços" (José Régio) quando, de televisões a jornais, passando pelas inevitáveis "redes sociais", Ferreira Leite emerge hoje como a "heroína" de alguns farsolas irresponsáveis que, apenas há três anos, preferiram deixar ficar Sócrates com os resultados que se conhecem. Ferreira Leite, em Setembro de 2009, confrontou o país com uma verdade que ele recusou ouvir. Talvez não fosse mau escutá-la, de novo, com atenção.



