
«Desenha-se assim um novo imperativo: o de, como sugere G.Lipovetsky, civilizar a cultura-mundo. O que exige várias coisas: uma aposta na inteligência e na criatividade, concebidas sobretudo em termos de qualidade. Uma outra familiaridade com a história. Um paradigma completamente diferente de abordagem da escola e das suas missões. Um novo conceito e uma nova exigência em relação à cultura geral, que ajude a humanidade a "reconquistar um mundo menos opaco e mais habitável". É todo um programa, que foi agora retomado por G. Lipovetsky em L'Occident Mondialisé, o seu último livro. A traduzir, sem demoras.» Assim termina o artigo desta semana de Manuel Maria Carrilho. Mas, como é possível asssegurar todas estas apostas, civilizar a "cultura-mundo" e «reconquistar» um tempo, afinal, cada vez mais opaco e pavorosamente inabitável ?

