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15.1.09

A REGRESSÃO


«Cette banalisation de la sanction aveugle au nom d'une conception de la responsabilité collective, me paraìt une honteuse régression. J'ai besoin de dire que la part juive qui est en moi, dont je n'ai pas coutume de faire état et qui reste fidèle à la mémoire des victimes de l'extermination est bouleversée d'indignation et de révolte devant une telle régression.»

Jean Daniel, Nouvel Observateur

Nota: Ontem à noite, uma simpática judia fanatizada cumprimentou-me em hebraico com um grito de guerra. O grave no exercício é que ela não estava a dizer aquilo a título meramente folclórico. Hoje foi a vez de um hospital e de um espaço qualquer das Nações Unidas na Faixa de Gaza. Voltamos ao mesmo. Os habitantes do minúsculo território, se não são todos terroristas, estão para ser. Como no Alien, para os israelitas toda a gente ali carrega, mais tarde ou mais cedo, o monstro dentro de si. Nada, pois, como prevenir.

13.1.09

SOARES (BEM) CONTRA OS "TAMPINHAS"*

«Israel escolheu um caminho muito perigoso que pode pôr em causa a sua sobrevivência, num momento de mudança tão agudo e difícil como aquele em que o mundo se encontra. Quis forçar a mão ao Presidente Obama, no momento em que ainda não tomou posse, confiado no poder de persuasão do poderoso lobby judaico-americano? Fez mal. (...) Em termos políticos, estratégicos e diplomáticos Israel tem de deixar de se pensar como "o Povo Eleito". Em termos religiosos, é outra coisa: cada religião tem a sua verdade e presta-lhe culto, como deseja, devendo, por isso, ser respeitada. Mas a política internacional é diferente. (...) Os tempos, nesse aspecto, estão em mudança, como as relações de força. Israel devia saber isso. Não pode, assim, pedir aos seus aliados e amigos que a apoiem incondicionalmente. Sobretudo tem vindo a cometer erros colossais e, porventura, mesmo crimes contra a Humanidade.»

Mário Soares, Diário de Notícias


*Copyright: "Tampinhas", uma designação inventada pelo Dragão

10.1.09

ÇA N' EXISTE PLUS - 4

«Ao certo não sei quantos habitantes vegetam internados na tal Faixa de Gaza. O número, de resto, é irrelevante. Bem como a idade e o género: homens, mulheres, velhos ou crianças é tudo igual. É tudo "espécie cinegética autorizada". Sejam quantos forem, o que sei, de propaganda certa, é que se dividem em duas categorias gerais e totalistas: os que têm um terrorista do Hamas oculto dentro deles; e os que têm um terrorista do Hamas escondido atrás deles. É por isso que, piedosa, cirúrgica e justiceiramente, vão ter que ser todos abatidos.»

Dragoscópio

«O governo de Israel mediu tudo menos a desumana violência: o seu calendário eleitoral, a falta de aliados locais do Hamas extremista e, sobretudo, a transição presidencial norte-americana.»

José Medeiros Ferreira, Correio da Manhã

8.1.09

ÇA N' EXISTE PLUS - 3

Desde que o sr. Rabin foi assassinado por um judeu fanático, Israel passou a ser dominado por uma "abstracção" perigosa, de sentido único para efeito externo, que junta os "trabalhistas" e a "direita". Como há eleições em breve e como o aliado texano sai daqui a quinze dias, esta "abstracção" necessita de alguma distinção, para efeitos internos, sempre no sentido do "eu sou mais eficaz nos tiros do que tu". O pior dos sentidos, evidentemente. Helena Matos, no Público, fala na "diabolização de Israel". Não deixa de ter alguma razão. Para quê, de facto, tentar o diabo?

7.1.09

ÇA N' EXISTE PLUS - 2

Os jornalistas portugueses que defendem Israel nos jornais, nas televisões e nos blogues não têm nada a dizer acerca de o governo de Tel Aviv não deixar a comunicação social "cobrir" a operação militar sionista em curso na Faixa de Gaza, com três hipócritas horas de "humanidade" a título de intervalo?

ÇA N' EXISTE PLUS


Durante três horas/dia, os israelitas e os Hamas mostram ao mundo que, afinal, são "humanos". Os primeiros "interrompem" as operações militares para deixar passar a ajuda humanitária em Gaza. Os outros prometem que não disparam. Depois, nas restantes 21 horas, continuam para bingo (ler este post do dr. Fernando Nobre). Max, narrador de As Benevolentes, tem razão: «la guerre totale, c'est cela aussi: le civil, ça n'existe plus.»