O dr. José Miguel Júdice, cuja escrita me habituei a admirar noutra encarnação, saiu do PSD. Júdice fez parte daquele bando do eixo Lisboa-Cascais que, nos anos 80, se arremessou contra Balsemão e apoiou Cavaco na Figueira de Foz, em 1985. Depois afastou-se a dedicou-se ao negócio da advocacia - com o sucesso que se conhece - passando fugazmente pela direcção partidária de Marcelo. Como bastonário dos advogados, teve alguma piada. Como ex-bastonário, não tem graça nenhuma. Deu em andar zangado (só lá vai velar mortos e não quer retrato) e, agora, tomou-se de amores pelo senhor engenheiro que considera rigorosamente "ao centro" e putativo líder do mesmo. Júdice veio das "extremas" e passou pelas prisões do PREC. "Democratizou-se" tanto que, nesta última campanha sobre o aborto, andou de braço dado, salvo seja, com os "herdeiros" daqueles que o prenderam. Costumava pensar bem. Agora, nem o leio. Ele considera o PSD dispensável por causa do sobredito engenheiro. Por isso, ele saiu. Por isso, eu regresso.
«Um trem de ferro é uma coisa mecânica, mas atravessa a noite, a madrugada, o dia, atravessou minha vida.» Adélia Prado
17.2.07
OPÇÕES
O dr. José Miguel Júdice, cuja escrita me habituei a admirar noutra encarnação, saiu do PSD. Júdice fez parte daquele bando do eixo Lisboa-Cascais que, nos anos 80, se arremessou contra Balsemão e apoiou Cavaco na Figueira de Foz, em 1985. Depois afastou-se a dedicou-se ao negócio da advocacia - com o sucesso que se conhece - passando fugazmente pela direcção partidária de Marcelo. Como bastonário dos advogados, teve alguma piada. Como ex-bastonário, não tem graça nenhuma. Deu em andar zangado (só lá vai velar mortos e não quer retrato) e, agora, tomou-se de amores pelo senhor engenheiro que considera rigorosamente "ao centro" e putativo líder do mesmo. Júdice veio das "extremas" e passou pelas prisões do PREC. "Democratizou-se" tanto que, nesta última campanha sobre o aborto, andou de braço dado, salvo seja, com os "herdeiros" daqueles que o prenderam. Costumava pensar bem. Agora, nem o leio. Ele considera o PSD dispensável por causa do sobredito engenheiro. Por isso, ele saiu. Por isso, eu regresso.
A BANDEIRINHA

Embalada pela "entrada de Portugal no século XXI" que aparentemente teve lugar no domingo passado, a Juventude Socialista - uma mistura de "bloquistas" frustrados com adolescentes precocemente envelhecidos que se levam a sério - vai, uma vez mais, tentar provocar o senhor engenheiro com a discussão em torno de um projecto de lei acerca de casamentos entre same sexers. A JS quer, ou imagina que quer, apresentar tal projecto na AR. Volta não volta, vem esta conversata inútil para não nos esquecermos que o PS é "moderno" e, em momentos de profundo delírio, até "progressista". Ora, nesta matéria, não se trata de ser "moderno" ou "progressista". Trata-se de ser realista. E o realismo manda que se diga, de novo, o seguinte. As disposições sobre "direito da família" que constam do nosso Código Civil e legislação conexa, estão concebidas para a família dita tradicional, constituída a partir de criaturas de sexo diferente. Gosto tanto de uma "família" dessas como de quaisquer outras. No entanto, entendo que devem ser criados institutos jurídicos distintos dos preconizados no "direito da família" e legislação complementar para salvaguardar direitos e consagrar deveres a quem é feliz de outra maneira. Andar a brincar com isto, dia sim, dia não, apenas por causa da bandeirinha, é que não.
A BANDEIRINHA

Embalada pela "entrada de Portugal no século XXI" que aparentemente teve lugar no domingo passado, a Juventude Socialista - uma mistura de "bloquistas" frustrados com adolescentes precocemente envelhecidos que se levam a sério - vai, uma vez mais, tentar provocar o senhor engenheiro com a discussão em torno de um projecto de lei acerca de casamentos entre same sexers. A JS quer, ou imagina que quer, apresentar tal projecto na AR. Volta não volta, vem esta conversata inútil para não nos esquecermos que o PS é "moderno" e, em momentos de profundo delírio, até "progressista". Ora, nesta matéria, não se trata de ser "moderno" ou "progressista". Trata-se de ser realista. E o realismo manda que se diga, de novo, o seguinte. As disposições sobre "direito da família" que constam do nosso Código Civil e legislação conexa, estão concebidas para a família dita tradicional, constituída a partir de criaturas de sexo diferente. Gosto tanto de uma "família" dessas como de quaisquer outras. No entanto, entendo que devem ser criados institutos jurídicos distintos dos preconizados no "direito da família" e legislação complementar para salvaguardar direitos e consagrar deveres a quem é feliz de outra maneira. Andar a brincar com isto, dia sim, dia não, apenas por causa da bandeirinha, é que não.
16.2.07
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José Sócrates,
Mário Soares,
Salazar
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PIOR
O senhor engenheiro quer ver aprovada a nova legislação sobre o aborto até 7 de Março. Não haverá nada de mais urgente para fazer neste país ? É que, quanto mais depressa, pior.
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O senhor engenheiro quer ver aprovada a nova legislação sobre o aborto até 7 de Março. Não haverá nada de mais urgente para fazer neste país ? É que, quanto mais depressa, pior.
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