
Os URAP's (esta gente ainda mexe?) estão escandalizados pelo facto de o município de Santa Comba Dão, depois de umas obras, ir inaugurar uma praça com o nome do seu Maior Morto, o António de Oliveira Salazar. O presidente explicou - e bem - que a decisão só revela "maturidade política" e, à ideia de atitude "irresponsável, fascizante e salazarenta" veiculada pela brigada do reumático da URAP, respondeu que "mais fascista" é quem insiste em querer "apagar da memória um homem, que quer se goste ou não, faz parte da história", para além de "estar empenhado em concretizar o Centro de Estudos do Estado Novo, nas antigas casas da família do ditador, em Vimieiro (Santa Comba Dão)." O homem, do PSD, "não é simpatizante de Salazar" e, para ceder um bocadinho ao correcto, "admite que poderia ter evitado a polémica se tivesse optado por divulgar a obra pelo nome que é conhecida (Largo da Praça) em vez de António Oliveira Salazar." Até o Otelo concorda. E o Medeiros Ferreira tempera. É tempo de crescermos um bocadinho. Sem fantasmas.


