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14.7.12

Clint Eastwood, serviço público de televisão


 


Na RTP2, a partir das 22.30. Primeiro, O Profissional do Perigo, a seguir Meia Noite no Jardim do Bem e do Mal.

26.1.12

J. Edgar



Estreia o novo filme de Clint Eastwood. J. Edgar, sobre a vida do director do FBI J. Edgar Hoover. Perverso, genial dominador silencioso, Hoover "mandou" no poder político dos EUA anos a fio. Muita gente que se acha subtil devia aprender alguma coisa com a história de Hoover. Sabia-a toda. E a de todos.

29.1.11

O PONTO DE VISTA DA MORTE

Os puristas não devem gostar de Hereafter, de Clint Eastwood (na foto com um dos protagonistas em Londres). Videntes que "falam" com mortos, vivos que procuram falar com mortos não "cola", de facto, à primeira vista com a sobriedade iconoclasta de Eastwood. Mas isso é o que menos importa no filme. Na realidade, Hereafter pode perfeitamente ser encarado como uma espécie de ensaio acerca da literatura. Não apenas pela obsessiva presença de Charles Dickens - dito pela extraordinária voz de Derek Jacobi, ao vivo e no silêncio dos quartos em gravação ouvida a título de Lexotan - mas porque as personagens passam o tempo a interrogar, a interrogar-se e a interrogar a morte que é aquilo de que a literatura, se for feita de alguma coisa, é feita. Às tantas, o rapazinho da foto pergunta ao vidente/Matt Damon se, depois de tantas "sessões", ele já sabe o que é que está no "lado de lá". "Ainda não", respondeu o incrédulo vidente a fazer lembrar a Alice de Carroll. É neste "ainda não" que a literatura "vive" a sua morte - «dying around us every day» (Dickens, Bleak House).

O PONTO DE VISTA DA MORTE

Os puristas não devem gostar de Hereafter, de Clint Eastwood (na foto com um dos protagonistas em Londres). Videntes que "falam" com mortos, vivos que procuram falar com mortos não "cola", de facto, à primeira vista com a sobriedade iconoclasta de Eastwood. Mas isso é o que menos importa no filme. Na realidade, Hereafter pode perfeitamente ser encarado como uma espécie de ensaio acerca da literatura. Não apenas pela obsessiva presença de Charles Dickens - dito pela extraordinária voz de Derek Jacobi, ao vivo e no silêncio dos quartos em gravação ouvida a título de Lexotan - mas porque as personagens passam o tempo a interrogar, a interrogar-se e a interrogar a morte que é aquilo de que a literatura, se for feita de alguma coisa, é feita. Às tantas, o rapazinho da foto pergunta ao vidente/Matt Damon se, depois de tantas "sessões", ele já sabe o que é que está no "lado de lá". "Ainda não", respondeu o incrédulo vidente a fazer lembrar a Alice de Carroll. É neste "ainda não" que a literatura "vive" a sua morte - «dying around us every day» (Dickens, Bleak House).

17.1.09

CLINT



Sublime. Os adeptos do "multiculturalismo" têm alguma coisa a aprender com este derradeiro grande cineasta. E enorme actor. Está tudo nas rugas do extraordinário rosto de Eastwood.

CLINT



Sublime. Os adeptos do "multiculturalismo" têm alguma coisa a aprender com este derradeiro grande cineasta. E enorme actor. Está tudo nas rugas do extraordinário rosto de Eastwood.