21.12.09

FORMAS DE VIDA MAIS SAUDÁVEIS


O PS - falho de ideias para o país e sem saber o que há-de fazer no governo - lançou-se na longa cruzada contra Cavaco. É, aliás, o único programa do governo já transformado precocemente em "comissão de honra" de alguém que ainda não está escolhido em definitivo. Remover Cavaco nas presidenciais e, de caminho, aliviar Sócrates do fardo da governação sem dinheiro são as faces desta má moeda. Figuras menores, desde o sr. Rodrigues dos Açores ao ex-pequenino Sousa Pinto, passando hoje por esse modelo político que é o Joãozinho Soares vêm, com método e inegável persistência, todos os dias zurzir no PR. Digamos que o PR se pôs a jeito mas estes indícios são mais do que suficientes - como, se depois de quatro anos e meio de absolutismo "democrático", fosse preciso mais - para se perceber que a "kim-il-sunguização" do regime prossegue despreocupadamente e com a complacência (quando não a obediência cega) dos media tradicionais. Ontem a RTP, por exemplo, não se coibiu de abrir o telejornal com a frase "conflito institucional" por causa do que um papagaio foi obrigado a dizer para manter a "telenovela" com razoáveis níveis de audiência politiqueira. Nada, vindo desta gente perigosa, acontece por acaso enquanto o PS estiver refém dela. Acredito, porém, que existem outras formas de vida no partido menos minoritário. Mais saudáveis em todos os sentidos. A ver se aparecem.

FORMAS DE VIDA MAIS SAUDÁVEIS


O PS - falho de ideias para o país e sem saber o que há-de fazer no governo - lançou-se na longa cruzada contra Cavaco. É, aliás, o único programa do governo já transformado precocemente em "comissão de honra" de alguém que ainda não está escolhido em definitivo. Remover Cavaco nas presidenciais e, de caminho, aliviar Sócrates do fardo da governação sem dinheiro são as faces desta má moeda. Figuras menores, desde o sr. Rodrigues dos Açores ao ex-pequenino Sousa Pinto, passando hoje por esse modelo político que é o Joãozinho Soares vêm, com método e inegável persistência, todos os dias zurzir no PR. Digamos que o PR se pôs a jeito mas estes indícios são mais do que suficientes - como, se depois de quatro anos e meio de absolutismo "democrático", fosse preciso mais - para se perceber que a "kim-il-sunguização" do regime prossegue despreocupadamente e com a complacência (quando não a obediência cega) dos media tradicionais. Ontem a RTP, por exemplo, não se coibiu de abrir o telejornal com a frase "conflito institucional" por causa do que um papagaio foi obrigado a dizer para manter a "telenovela" com razoáveis níveis de audiência politiqueira. Nada, vindo desta gente perigosa, acontece por acaso enquanto o PS estiver refém dela. Acredito, porém, que existem outras formas de vida no partido menos minoritário. Mais saudáveis em todos os sentidos. A ver se aparecem.

AQUI É MESMO ASSIM?

Depois de três ou quatro linhas que aqui escrevi, e onde ainda não disse nada, já percebi que há quem leve isto a sério como se alguma coisa fosse para levar assim. Quem não perceber que aqui não se destilam ódios nem amores pessoais e que o modo como se rascunha não é indicador de mais do que um estilo sujeito a críticas e não uma caçada de extraordinárias pessoas, então não há nada a fazer por cá. Quero lá saber se o designer é bom homem ou se Perestrello, apenas por cumprimento das funções que assumiu à velocidade reprodutiva de coelhos e que nenhum recém-licenciado com empregos precários seria capaz de acompanhar, teve de embarcar para a Somália. É que quem está bem é ele, não sou eu nem a importância do que aqui se diz é alguma.

AQUI É MESMO ASSIM?

Depois de três ou quatro linhas que aqui escrevi, e onde ainda não disse nada, já percebi que há quem leve isto a sério como se alguma coisa fosse para levar assim. Quem não perceber que aqui não se destilam ódios nem amores pessoais e que o modo como se rascunha não é indicador de mais do que um estilo sujeito a críticas e não uma caçada de extraordinárias pessoas, então não há nada a fazer por cá. Quero lá saber se o designer é bom homem ou se Perestrello, apenas por cumprimento das funções que assumiu à velocidade reprodutiva de coelhos e que nenhum recém-licenciado com empregos precários seria capaz de acompanhar, teve de embarcar para a Somália. É que quem está bem é ele, não sou eu nem a importância do que aqui se diz é alguma.

MALAPROPISMOS


Por que é que o Daniel Oliveira e o Tiago Moreira Ramalho não vão (porque é natal com letra pequenina) até um café qualquer ler a meias Donald Davidson - o ensaio «A Nice Derangement of Epitaphs», mais concretamente - para ver se crescem?

MALAPROPISMOS


Por que é que o Daniel Oliveira e o Tiago Moreira Ramalho não vão (porque é natal com letra pequenina) até um café qualquer ler a meias Donald Davidson - o ensaio «A Nice Derangement of Epitaphs», mais concretamente - para ver se crescem?

PASSEAR A ESPIRITUALIDADE

O jornal Público, que é um misto de jornal de referência - dentro do que se pode arranjar - com celebrações masturbatórias trendy, apresenta um rapaz chamado Ricardo Mealha como o designer gráfico mais "cotado" de Portugal. Acresce, também para o retrato, que é gay. Também diz lá no papel que se vai casar amanhã com o "David", em Portugal, e numa discoteca com uma lista de convidados que vai das 300 às 500 pessoas. Este é, para começar, um bom retrato de um homem médio extraordinariamente activo, livre de problemas e um exemplo do sucesso massificado comparável ao do primeiro-ministro que, simpaticamente, viu o seu nome mais uma vez ligado a uma ocorrência que lhe dá votos. Uma espécie de apresentadora de televisão, em funções de mandatária, a passar creme na cara na televisão. Mealha arrota umas coisas que, pressupõe-se, acredita serem a assinatura da sua competência e confunde-se onde acha precisamente que não faz confusões. Diz ele que "espiritualidade e sexualidade não têm nada a ver" e, realmente, têm pouco. Contudo, convém distinguir o sentido tornado natural e inevitável das coisas daquilo que a criatura poderá querer sugerir ao utilizar a palavra "espiritualidade". Esta gente que, ao jeito do melhor design gráfico para um panfleto, assume em charivari as fanfarrices pífias onde circula e que não interessam a ninguém que tem a vida prática para enfrentar, pode bem ir passear a sua espiritualidade ao Lux. Passeie lá mais alguma coisa, por favor. Que se aproveite.

PASSEAR A ESPIRITUALIDADE

O jornal Público, que é um misto de jornal de referência - dentro do que se pode arranjar - com celebrações masturbatórias trendy, apresenta um rapaz chamado Ricardo Mealha como o designer gráfico mais "cotado" de Portugal. Acresce, também para o retrato, que é gay. Também diz lá no papel que se vai casar amanhã com o "David", em Portugal, e numa discoteca com uma lista de convidados que vai das 300 às 500 pessoas. Este é, para começar, um bom retrato de um homem médio extraordinariamente activo, livre de problemas e um exemplo do sucesso massificado comparável ao do primeiro-ministro que, simpaticamente, viu o seu nome mais uma vez ligado a uma ocorrência que lhe dá votos. Uma espécie de apresentadora de televisão, em funções de mandatária, a passar creme na cara na televisão. Mealha arrota umas coisas que, pressupõe-se, acredita serem a assinatura da sua competência e confunde-se onde acha precisamente que não faz confusões. Diz ele que "espiritualidade e sexualidade não têm nada a ver" e, realmente, têm pouco. Contudo, convém distinguir o sentido tornado natural e inevitável das coisas daquilo que a criatura poderá querer sugerir ao utilizar a palavra "espiritualidade". Esta gente que, ao jeito do melhor design gráfico para um panfleto, assume em charivari as fanfarrices pífias onde circula e que não interessam a ninguém que tem a vida prática para enfrentar, pode bem ir passear a sua espiritualidade ao Lux. Passeie lá mais alguma coisa, por favor. Que se aproveite.

20.12.09

CRETINICES

Daniel Oliveira chama-me, a propósito de um texto meu, cretino. O Daniel Oliveira não me conhece de lado nenhum. E mesmo que conhecesse, dificilmente lhe daria confiança para tanto. Não desço tão baixo como o Daniel Oliveira e não lhe vou responder à letra. Deixo-o a chafurdar na sua própria lama argumentativa. Poderia aconselhar-lhe alguma literatura, mas acho que nem isso vale a pena.
Apenas acho curioso que aqueles que de forma mais aguerrida se batem pelo pacifismo e contra a utilização de violência física a propósito de questões políticas sejam os primeiros a alinhar num outro tipo de violência. É invisível e por poucos percebida. Mas existe. É a violência de desqualificar o adversário, directa ou indirectamente, a bem do pensamento único e obrigatório. Quem pensa diferente, independentemente dos argumentos, é um cretino ou, quem sabe, algo pior. Mais vale que o ensinem, ao pensamento obrigatório, nas escolas, que assim a malta já vem preparada.

CRETINICES

Daniel Oliveira chama-me, a propósito de um texto meu, cretino. O Daniel Oliveira não me conhece de lado nenhum. E mesmo que conhecesse, dificilmente lhe daria confiança para tanto. Não desço tão baixo como o Daniel Oliveira e não lhe vou responder à letra. Deixo-o a chafurdar na sua própria lama argumentativa. Poderia aconselhar-lhe alguma literatura, mas acho que nem isso vale a pena.
Apenas acho curioso que aqueles que de forma mais aguerrida se batem pelo pacifismo e contra a utilização de violência física a propósito de questões políticas sejam os primeiros a alinhar num outro tipo de violência. É invisível e por poucos percebida. Mas existe. É a violência de desqualificar o adversário, directa ou indirectamente, a bem do pensamento único e obrigatório. Quem pensa diferente, independentemente dos argumentos, é um cretino ou, quem sabe, algo pior. Mais vale que o ensinem, ao pensamento obrigatório, nas escolas, que assim a malta já vem preparada.