
Aos poucos, o comendador Berardo - faz ele muito bem - vai comprando o que resta do que foi Portugal. Sugeria-lhe que, em vez de um banco com a marca "Benfica" (consta que o Benfica, que é uma nação, vai ser dele, no que consegue ser mais feliz que o país que o pariu que já nem a isso ressuma), adquirisse o próprio Banco de Portugal, o Parlamento, o governo e meia dúzia de autarquias. Para já, Berardo - depois de Belmiro de Azevedo se ter muito legitimamente colocado nas tintas para isto que passa por um país - é imperador no esterco, rei dos patos-bravos e cobridor garboso do regime. Basta passar pelo CCB, o ex-libris do "cavaquismo", para se perceber que Berardo é a verdadeira bandeira nacional. Colocou Isabel Pires de Lima e o Estado eternamente presos à figura de um camelo graças ao "negócio" com a sua colecção de pintura. Se eu fosse a ele, exigia a mudança do nome do equipamento dirigido pelo comissário Mega, o 17º da lista Costa, para o verdadeiro: centro comendador Berardo, CCB. Como diria Salazar, às voltas no túmulo raso, está muito bem assim e não podia ser de outra maneira.


