17.2.06

FAZER DE CONTA


"Everyone enjoys a game of make-believe now and then. Of course, the ways in which we play can vary greatly. Sometimes we tell ourselves work won't interfere with our family life. Sometimes, we imagine certain relationships to be more meaningful than they really are. Occasionally, we put on a show, as if to convince ourselves our secrets aren't really all that terrible. Yes, the game of make-believe is a simple one. You start by lying to yourself... And if you can get others to believe those lies, you win."

FAZER DE CONTA


"Everyone enjoys a game of make-believe now and then. Of course, the ways in which we play can vary greatly. Sometimes we tell ourselves work won't interfere with our family life. Sometimes, we imagine certain relationships to be more meaningful than they really are. Occasionally, we put on a show, as if to convince ourselves our secrets aren't really all that terrible. Yes, the game of make-believe is a simple one. You start by lying to yourself... And if you can get others to believe those lies, you win."

16.2.06

"PORTUGAL MAIOR"


Há dias, numa entrevista a Maria Flor Pedroso, Medeiros Ferreira - presumo que sem ironia - disse que os melhores tempos que Cavaco Silva recordaria do seu mandato presidencial seriam os actuais, passados no Palácio de Queluz. Com a sucessão de demências e de "imprevistos" a que o país "profundo" que votou nele - e em Sócrates - vai mansamente assistindo, Cavaco poderá ter de assumir um maior relevo na paisagem política do que ele inicialmente previa. Apesar da maioria absoluta, há um perfume de trapalhada (Medeiros Ferreira diria "de comédia") no ar que é, no mínimo, comprometedor. Esse perfume acompanha, por outro lado, uma por enquanto vaga sensação de "venda de banha da cobra" que poderá afirmar-se mais consistente com o decurso do tempo. Aí, o país olhará com naturalidade para Cavaco Silva. Tudo indica que, em boa hora, lhe será reclamado o "Portugal Maior" que prometeu.

"PORTUGAL MAIOR"


Há dias, numa entrevista a Maria Flor Pedroso, Medeiros Ferreira - presumo que sem ironia - disse que os melhores tempos que Cavaco Silva recordaria do seu mandato presidencial seriam os actuais, passados no Palácio de Queluz. Com a sucessão de demências e de "imprevistos" a que o país "profundo" que votou nele - e em Sócrates - vai mansamente assistindo, Cavaco poderá ter de assumir um maior relevo na paisagem política do que ele inicialmente previa. Apesar da maioria absoluta, há um perfume de trapalhada (Medeiros Ferreira diria "de comédia") no ar que é, no mínimo, comprometedor. Esse perfume acompanha, por outro lado, uma por enquanto vaga sensação de "venda de banha da cobra" que poderá afirmar-se mais consistente com o decurso do tempo. Aí, o país olhará com naturalidade para Cavaco Silva. Tudo indica que, em boa hora, lhe será reclamado o "Portugal Maior" que prometeu.

LICENCIOSIDADES


Graças ao Jorge Ferreira, descobri mais uma cavadela. É aquela coisa horrível da "licenciosidade", o jargão que substitui doutrinariamente a "liberdade de expressão". A doutrina foi firmada há dias, a partir do MNE, por uma notabilidade administrativista das nossas faculdades de direito que, antes e depois do 25/4, "moldou" tantas cabecinhas mandantes. E tem seguidores onde menos se espera. No fundo, é o que diz a Helena Matos: "como numa grotesca repetição de vergonhas passadas, vemos que estão criadas as circunstâncias para se começar a negociar talhões da liberdade de expressão". Já sabem, quem for "licencioso", leva.

LICENCIOSIDADES


Graças ao Jorge Ferreira, descobri mais uma cavadela. É aquela coisa horrível da "licenciosidade", o jargão que substitui doutrinariamente a "liberdade de expressão". A doutrina foi firmada há dias, a partir do MNE, por uma notabilidade administrativista das nossas faculdades de direito que, antes e depois do 25/4, "moldou" tantas cabecinhas mandantes. E tem seguidores onde menos se espera. No fundo, é o que diz a Helena Matos: "como numa grotesca repetição de vergonhas passadas, vemos que estão criadas as circunstâncias para se começar a negociar talhões da liberdade de expressão". Já sabem, quem for "licencioso", leva.

ENTRETANTO...

... da cabeça luminosa do dr. Alberto Costa brotou a ideia de mais uma comissãozinha para as escutas telefónicas. Isto depois do governo do "bonzinho" Guterres, de que ele fez parte, ter escancarado as portas à devassa em nome da "reforma" do processo penal que, volta não volta, é "reformado", tipo prato "ao momento". O meu amigo Rogério Alves advertiu, com razão, o ministro no sentido de ele evitar "soltar" estas ideias. Em vão. Ele primeiro "solta-as" e depois logo se vê. E o dr. Costa nem era dos que tinham começado mal.

ENTRETANTO...

... da cabeça luminosa do dr. Alberto Costa brotou a ideia de mais uma comissãozinha para as escutas telefónicas. Isto depois do governo do "bonzinho" Guterres, de que ele fez parte, ter escancarado as portas à devassa em nome da "reforma" do processo penal que, volta não volta, é "reformado", tipo prato "ao momento". O meu amigo Rogério Alves advertiu, com razão, o ministro no sentido de ele evitar "soltar" estas ideias. Em vão. Ele primeiro "solta-as" e depois logo se vê. E o dr. Costa nem era dos que tinham começado mal.

GOSTOS

Eu abomino o 24 Horas. Todavia gosto disto e disto. Ou seja - e sobretudo - gosto de poder não gostar do 24 Horas. E também não gosto de ver ninguém ser e gostar de ser tratado como "vaca sagrada", seja acusador ou defensor. "Administrar a justiça", como vem na constituição, é outra coisa. Dessa, quando é a sério, gosto.

GOSTOS

Eu abomino o 24 Horas. Todavia gosto disto e disto. Ou seja - e sobretudo - gosto de poder não gostar do 24 Horas. E também não gosto de ver ninguém ser e gostar de ser tratado como "vaca sagrada", seja acusador ou defensor. "Administrar a justiça", como vem na constituição, é outra coisa. Dessa, quando é a sério, gosto.