2.1.14

O nome das coisas

A contribuição extraordinária de solidariedade não é um imposto extraordinário e, muito menos, especial. Tal com o atum não é um peixe e uma alface nunca chegou a legume. Até Portugal dificilmente será um país a sério. Na verdade, uma coisa qualquer é o que um Humpty Dumpty quiser.

2 comentários:

  1. Isaac Baulot4:05 p.m.

    Não é "extraordinário" sendo o segundo ano consecutivo, com perspectivas de se manter nas próximas décadas; e é até bastante "ordinário", seja qual for a acepção da palavra, uma verdadeira ordinarice.
    Não é de "solidariedade" porque ir buscar aos velhos e inválidos (só há pensões e reformas por invalidez ou velhice) para entregar à finança é mesmo o contrário de solidariedade.
    "Saque do dinheiro que foi deixado à vista do governo" é um nome comprido, mas muito mais perto da realidade.

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  2. Que fazer então aos 75% de despesa pública? Roubar mais aos tansos que ainda pagam? MAndar par a rua metade dos funcionários? E por que não cortar nas pensões que stão injustificadamente altas, as dos ex-fps? Se os ETs do TC não percebem isto (claro que percebem...), então corta-se e saca-se onde é mais fácil. Pediram-nas, não foi?

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"Sujeito a aprovação prévia"