2.5.13

Um pacto de confiança


 


Tenho repetidamente - para quê? - afirmado aqui que uma nova fase da legislatura, mais "política" e mais centrada nas pessoas singulares e colectivas (e menos no puxar da vida delas persistentemente para baixo), é fundamental para que o regime afirme um módico de esperança na sociedade. A alta "mercearia" é decisiva para "equilibrar" e "consolidar" mas não é verosímil manter o contrato social exclusivamente cativo dela. Não se pode rasurar esse contrato e colocar no lugar dele uma outra coisa sem dar grande cavaco ao exercício. Pelo contrário, o chamado "documento de execução orçamental" tem de ter presente o contrato social - logo o mundo do trabalho público e privado e o pequeno e médio empreendedorismo - e a circunstância que a sua modificação abrupta, isto é, sem qualquer calibragem política (ao nível do sistema institucional, partidário e de concertação social) poder vir a revelar-se desastrosa. Relembro, a este propósito, o preâmbulo do Programa do Governo. «Rigor e firmeza nas finanças públicas para o crescimento económico, a promoção do trabalho, a competitividade empresarial e a inclusão social (...). Nada se fará sem que se firme um pacto de confiança entre o Governo e os Portugueses, numa relação de abertura e responsabilidade que permita ao País reencontrar-se consigo próprio

3 comentários:

  1. murphy6:20 p.m.

    "Nada se fará sem que se firme um pacto de confiança entre o Governo e os Portugueses"...

    Para que algum pacto seja possível é preciso que exista um mínimo de consenso sobre o que é a "realidade". Se grande parte da sociedade portuguesa continua em estado de negação - ainda não "caíu na real" -, como é isso possível?!
    http://jornalismoassim.blogspot.pt/2013/04/gloriosa-republica-socialista-portuguesa.html

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  2. jose gouveia12:50 p.m.

    No meu ver penso que agora Portugal vai começar remar para o lado justo

    so lhe falta e abaixar mais salários na função publica e menos regalias.
    porque eu devo ganhar 495 euros e eles 10.000?
    e os bancários vamos la senhor ministro das finanças assim sim
    tirar há quem tem mais e não há quem não tem
    e mais reformas assima 1500 euros toca cortar 40%
    em Portugal vivesse bem com 1000 euros .

    queria concluir que esta e há minha idea

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  3. Carlos Vargas5:08 p.m.

    Uma síntese notável das principais questões que atravessam o regime. Será talvez pedir muito que seja lido com atenção pelo poder. O poder está sempre demasiado ocupado com as suas minudências. Com efeitos agregados, esquecendo as pessoas. Ao poder das finanças interessa apenas a floresta, como ontem bem lembrava António Nogueira Leite, no "Público". As árvores que fazem a floresta não existem, são dropouts " do workflow ". Sem um Pacto de Confiança Portugal jamais poderá reerguer-se. Pensem nisto, os que não foram eleitos "coisíssima nenhuma". Leiam o post de João Gonçalves e guardem-no bem junto aos modelos matemáticos. Vai fazer-vos falta para entenderem a vida real.

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"Sujeito a aprovação prévia"