«Como de costume, os militares começaram agora com exigências de puro carácter corporativo: promoções (sempre essa velha questão), saúde, equiparação de facto ao funcionalismo civil e outras queixas do mesmo teor. Mas nós sabemos que das reivindicações profissionais, na aparência inócuas, se passa depressa para a política. Foi assim no "25 de Abril", para não falar do longo cadastro do século XIX e do século XX. Fatalmente, a carta "aberta" que a Associação de Oficiais escreveu esta semana ao ministro da Defesa, além de se imiscuir em assuntos claramente fora do seu papel e competência (como o escândalo do BPN) e de sugerir a demissão de Aguiar-Branco, seu chefe formal, reclama para si o estatuto de "insubmissa" e de participante activa na vida pública do país, e não hesita em denunciar os "criminosos desmandos" do poder. Ora isto é intolerável. A Força Armada, se não for, como sempre em toda a parte o Estado a obrigou a ser, "uma força essencialmente obediente", acaba por se transformar numa série de bandos partidários, incompatíveis com a legitimidade e com a ordem democrática que dela deriva. Quando um "comunicado da Associação de Praças" declara que "já lá vai o tempo em que os responsáveis governamentais mandavam os militares ficar nos quartéis" ou a Associação de Sargentos se resolve dirigir directamente ao primeiro-ministro, porque acha inútil o diálogo com o ministro da Defesa, chegou a altura de pôr um fim expedito a veleidades, que, pouco a pouco, enfraquecem os fundamentos do regime. Não porque haja o menor risco de uma ditadura militar. Mas por uma questão de vergonha e decência.»
Vasco Pulido Valente, Público
Angelo Ochoa ...um capitão de exécito ao tempo de marcelo caetano auferia tanto quanto meu pai que deus há ao tempo técnico verificador de 2ª classe para fiscalizar o das finanças chamado 'imposto de selo' mais me confidenciou pai meu que o passado então vinte cinco de abril a coisa dos capitães suviu upa upa e ele que se reformou e não se deixou chantagear para fazer escritas de empresas que lhe ofereciam chorudas cifras para 'contornar a lei ele dixit eu ficou-se com a tuta e meia / expressão de sebastião da gama. hoje sei que se encarreirasse para militar ou para direito auferiria bem mais do que os dduzentos mil mes que e vao inteirinhos para obras pagas a calcetadores pedreiros carpintareiros pintores e canalizadores. é obtra!!! vai sem correcção ortográfica este mue comment, joão.
ResponderEliminarPassando a citar dois dos seus lemas:
ResponderEliminar“Somos poucos mas vale a pena construir cidades e morrer de pé” Ruy Cinatti
«Também D. Pedro V, no fundo, não se importava muito com os homens da sua época; exceptuando muito poucos, sabia serem uns cretinos da pior espécie.»
...só tenho a perguntar :) Decência e vergonha na cara, num país tendencialmente constituído por invertebrados corporativistas reticulares (em todas as áreas, incluindo as que prestam juramento perante a Bandeira Nacional e juram defender Direitos Inalienáveis, tantas vezes, só de forma sofista???!!!), que saneiam, arbitrariamente e à la carte, Gente de Carácter que cumpre as suas funções e/ou missões, de forma recta, em nome de Valores Intemporais como a Justiça, a Verdade, a Igualdade, a Liberdade, só porque misturam ódios pessoais com avaliações objectivas e justas???!!! Pleaaaase, temos todos de rever a Utopia de Thomas Morus ou então aprimorar a Visão ou mesmo rinoceronticamente lutar contra a barbárie que é esta espécie de nação no limbo, onde a hipocrisia, a maldade, a bestialidade e a falta de carácter são mato (expressão moçambicana que significa abundam...:) e proliferam de forma pandémica...Aí está, parafraseando Antero de Quental, "As Causas da Decadência" desta nação à deriva e desvitalizada. O que urge? Uma revolução sociocultural, uma limpeza estrutural e não maquilhagens só para Inglês ver...
Se esta situação fosse tratada como é suposto, resolvia-se rapidamente o problema de excesso de oficiais e sargentos nas Forças Armadas.
ResponderEliminarE não concordo com o Vasco Pulido Valente. Quando "associações de militares" acham ser seu direito enquanto tal envolverem-se em questões de política nacional e tomarem posições públicas sobre decisões políticas do Governo, o risco é precisamente de uma ditadura militar.
Se há requisito para se ser militar é precisamente a obediência aos órgãos de soberania.
Entre os que apoiem uma ditadura e os amigos da democracia parece que afinal há militares de sobra. Estão todos dispensados, que legitimidade para brandir armas temos nós, mesmo equipados de sacholas e aguilhadas . Mas antes, temos á disposição uma arma letal, sem cheiro a pólvora, para pôr o pessoal político em sentido. Boicote geral a eleições por simples e esmagadora ausência nas urnas e enquanto não parissem uma lei eleitoral que ponha fim ao indecoroso exclusivo partidário na acção e representação política dos cidadãos. Veríamos então como descalçavam a bota.
ResponderEliminarUma grande confusão...habitual entre os indígenas e chefes da tribo.
ResponderEliminarMinistros e Secretários a primar pela ignorância (desconhecimento, natural);
Cultura formalista, capaz de impedir Ministro e CEMGFA de almoçar e trocar impressões em clima de confiança;
Cultura corporativa, nas FA como na Justiça & Outras;
Irrealismo, consciência social reduzida, imaturidade ou irresponsabilidade dos altos responsáveis.
Manifestações de militares na rua: algum PM ou MDN, "exigiu" dos generais CEM que tratassem de fazer por acabar com elas?
Doenças do regime: a exploração dos acontecimentos pelos OCS;
A importância exagerada dada a algumas palavras do MD (pouco felizes);
1990: acabado o Pacto de Varsóvia, quase nada de significativo parece ter sucedido nas FA em Portugal.
Não admira, com partidos e governos dominados pela cultura política das Juventudes Partidárias;
Como pela preguiça, absentismo, desinteresse dos 230 magníficos da AR.
Somas assim.