Eduardo Cintra Torres, CM
«Somos poucos mas vale a pena construir cidades e morrer de pé.» Ruy Cinatti joaogoncalv@gmail.com
31.12.11
À ATENÇÃO DE UM RESIDENTE NA SIMPÁTICA VILA DA MARMELEIRA
Eduardo Cintra Torres, CM
O TEMPO E OS FACTOS
«NÃO FALARIAM DE ENSINO DURANTE UMA DÉCADA»
David Levy, Lisboa ~Tel Aviv
30.12.11
RENOVAÇÃO DA LÍNGUA DE PAU
29.12.11
UM DESTINO PORTUGUÊS

Eduardo Lourenço (revisitado 33 anos depois em O Labirinto da Saudade)
28.12.11
DA VIDA DA LÍNGUA

27.12.11
CAMINHOS E MÃO DE FERRO
AO CONTRÁRIO

A QUEDA
26.12.11
O MITO DAS "BOAS NOTÍCIAS"
DA LEALDADE

25.12.11
ABSOLVIÇÃO
O CAPITAL INVISÍVEL

Pedro Passos Coelho, 25.12.11
A LUZ QUE BRILHA NAS TREVAS
24.12.11
«I HOPE AGAINST ALL HOPE»

Foto: Giotto
23.12.11
O NOVO LADO BOM DA FORÇA

O QUE FALTOU

Vasco Pulido Valente, Público
DE COMO AJUDAR A DAR CABO DA CP
Pinho Cardão
22.12.11
FACTOS E FANTASMAS
21.12.11
ADESÃO À REALIDADE
ANTES DE TUDO O MAIS
20.12.11
EVOLUÇÃO

19.12.11
A REALIDADE ATERRA EM ESPANHA

APRENDIZES DE KIM
18.12.11
«RIR DE NÓS MESMOS E DOS OUTROS»

Vaclav Havel, em 1999 (citado pela Lourdes Féria)
VITORIOSOS OU MORTOS

17.12.11
(IN)GRATIDÃO
16.12.11
PRÉMIO LAURENTINO
15.12.11
COISAS BOAS

AO CUIDADO DO DEPUTADO PEDRO NUNO SANTOS
«A dívida instalou-se na cultura ocidental, e de um modo cada vez mais constante e avassalador, desde que se privilegiou de um modo absoluto a relação com o futuro, concebendo-o como um horizonte que acolhe e compatibiliza todas as promessas e expectativas, por mais contraditórias ou inviáveis que fossem. Foi isso que, antes de todos, percebeu Nietzsche, o mais visionário dos filósofos do século XIX. Foi no segundo ensaio do seu livro A Genealogia da Moral, de 1887, que ele perspicazmente sugeriu que a sociedade não resulta da troca económica (como pensaram A. Smith ou K. Marx), nem assenta na troca simbólica (como viriam a defender as perspectivas antropológica ou psicanalítica), mas que ela se organiza a partir do crédito. Ou mais precisamente, da relação credor-devedor. A grande intuição de Nietzsche foi a de que é a assimetria entre o crédito concedido e a dívida assumida que, desde os seus primórdios, está no fundamento de toda a vida social, antes mesmo da produção e do trabalho. Destacando a proximidade, em alemão, entre o conceito de dívidas (Schulden) e a noção de culpa (Schuld), Nietzsche defende que a chave da organização da sociedade se encontra na sua capacidade para fabricar homens capazes de prometer, e nos seus múltiplos mecanismos para obrigar a honrar as promessas feitas. Teria sido esta a origem da memória, que seria o lugar do mais remoto aparecimento da consciência individual, e nomeadamente dos sentimentos de medo, de má consciência ou de culpabilidade.»






