10.1.14

A dignidade


 


Álvaro Santos Pereira - uma das últimas pessoas dignas e sérias que conheci nos dois anos e meio em que colaborei com o XIX Governo Constitucional - vai exercer funções de director na OCDE, ficando responsável pelas negociações com os ministros das Finanças e da Economia dos países membros. Será como que o "número dois" dos economistas da organização e foi seleccionado após um concurso internacional. Não deve nada a ninguém daqui, antes pelo contrário - recusou todas as "ofertas" mal conscenciosas de nomeação "política" que lhe foram propostas depois de 24 de Julho de 2013 (quais, o próprio um dia se quiser o dirá). É mais um emigrante - e dos "qualificados" que os deslumbrados e os palonços tanto apreciam referenciar sem reflectirem na origem do gesto - para que os farsantes oportunistas e os peralvilhos fanfarrões possam continuar por cá, contentinhos e "destacados" com os seus "sucessos" de opereta. Boa tarde e boa sorte, Álvaro.

8 comentários:

  1. António2:48 p.m.

    O actual "ministro" saberia preencher a candidatura? Teria de ir vender jolas para Angola.

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  2. Carlos Vargas4:29 p.m.

    Álvaro Santos Pereira, um raro exemplo de probidade na política dos nossos dias. Este país nào é para este homem.

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  3. Isabel de Deus4:49 p.m.

    Fico feliz por ele. Este país parolo e seus caciques não o mereciam.

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  4. Um, injustamente, mal amado do governo a quem não concederam tapete para mostrar as suas competências. Reservaram o "tapete" para alguns imbecis, bastante imbecis - que lhes faça bom proveito -.
    Dr. Álvaro S. Pereira, esqueça que passou por aqui e aproveite bem!

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  5. maria martins11:49 a.m.

    Foi um ministro que muito apreciei e os nossos parolos governantes e não só, sempre o depreciaram. Agora dá uma bofetada de luva branca. Boa sorte, Alvaro

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  6. Fiquei contente com a recente nomeação de Álvaro Santos Pereira para um lugar importante na OCDE. Ao contrário de muita gente, gostei da sua acção como ministro. Foi muito criticado e quanto a mim quase sempre injustamente. A sua demissão foi triste. Parece-me muito justa a sua nomeação. Junto-me a João Gonçalves a desejar: Boa tarde e boa sorte, Álvaro.

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  7. Subscrevo todas.

    A saída do ex-Secretário de Estado Henrique Gomes, da equipa de Santos Pereira, a péssima imprensa e as fugas cá para fora de que o ministro era um alvo a abater, foram suficientes para perceber que a crise era, afinal, mais uma mera oportunidade para nada se fazer. E do pouco que se fez, foi com ASPereira.

    Assim não vamos lá.

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  8. Carlos Vargas3:49 p.m.

    Uma precisão: Álvaro Santos Pereira não irá para a OCDE por nomeação. Submeteu-se a um concurso público internacional, como qualquer cidadão. Houve vários concorrentes e no júri não havia portugueses. Como é caso raro, aqui fica a nota.

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"Sujeito a aprovação prévia"