Perplexo pelo afogamento de um cidadão estrangeiro nas ondas quentes e perigosas do Guincho, contemplo os telejornais. Vejo os dois operadores privados criticar o prof. Maduro por causa do espectro na TDT. Aparentemente apenas a RTP pode enfiar lá mais dois canais seus. Até o insuspeito Carlos Magno da ERC votou contra isto. Mas entre o prof. Maduro e o dr. Alberto da Ponte desenvolveu-se uma acrisolada relação que, entre outras coisas, aparentemente permite "pensar" numa empresa de produção e de meios à qual seriam alocados trabalhadores da RTP porventura para os "requalificar". É evidente que os operadores privados, para além da questão da TDT, também se opõem a esta "ideia" que já tinha soçobrado com Miguel Relvas, e Guilherme Costa ainda na RTP, numa iniciativa política que envolveu a SIC e a TVI. Como se não bastasse, o ministro-adjunto prometeu no parlamento um "conselho geral independente" que escolherá a administração da RTP. Não é mau. Sucede que o ministro não disse a mais remota palavra sobre como é que tenciona colocar o anúncio em prática. Mais. Acrescentou uma banalidade conhecida desde há décadas: a RTP gasta mais em pessoal do que em grelha. E marchou para Cabo Ruivo para reunir com 50 trabalhadores indistintos da empresa, sem a comissão de trabalhadores ou conselhos de redacção. Se esta peripécia - só possível porque o prof. Maduro, de facto, ignora latamente o chão que pisa- se passasse com Relvas, o que é que não se diria.
Este Verão estive na Andaluzia. Têm mais de 40 canais em sinal aberto. Alguns desses canais, em Portugal, estão apenas em pacotes pagos. Nas serras de Castro Marim e Alcoutim há aldeias onde a população não tem sinal da nossa TDT há meses. Não se importam. Têm dezenas de canais espanhóis.
ResponderEliminar