Mesmo pessoas inteligentes como Paulo Rangel têm os seus momentos de fraqueza. Num artigo no Público, Rangel recorre a algum populismo infantil para explicar as suas posições sobre o debate em torno da RTP. Pega em coisas como "mobília" e "família" para concluir que a RTP "é como se fosse da família" e, por consequência, não se pode "mexer" na família ao contrário da "mobília" relativamente à qual sempre se pode mudar alguma coisinha (para que tudo fique na mesma). Este artiguinho a preto e branco - Rangel tem todo o direito a ser contra a privatização da RTP, mesmo que seja de parte da "mobília" dela, como é claro - foi bem resumido num mail que um amigo me remeteu sobre ele: «Se têm saudades do passado, vão ao álbum de fotografias de família. Saudades de quê? De que programas concretos? De que programas de "variedades" com "corpo de baile"? De que documentários?»
Das minhas entrevistas e das dos meus amigos.
ResponderEliminarEm todo o caso, um pressuposto deveria ser sagrado (acho eu). Privatize-se, e seja de futuro isso mesmo: mais uma empresa privada, ou extinga-se. Concessionar e assegurar uma robusta margem mediante a outorga da taxa que hoje já iniquamente se paga é um coisa de doidos...
ResponderEliminarUma taxa paga -se por um serviço público. Sem publicidade, sem orientações de programação de índole comercial. Sem se querer ser mais um a sacar a sua parte de um mercado finito e longe de vigoroso. O que desgraçadamente significa nivelar por baixo.
Ou então a mais elementar justiça (e essa seria afinal acabar com ela e indemnizar, com os devidos juros, os cidadãos que há décadas suportam mais esse confisco) obrigará a dividir essa taxa também pela SIC e TVI.
É que tresanda a mais uma PPP à portuguesa, aquilo que foi anunciado, ou ventilado, ou sugerido, ou especulado. Ou lá o que foi.
Costa