Sei que o que vou escrever não me trará a menor "popularidade". Faço-o, como é óbvio em relação a tudo o que escrevo aqui, a título pessoal: o "poder editorial" sou eu. Mas após a fantástica audição do conselho regulador da ERC ocorrida ontem numa comissão parlamentar, fica mais evidente a necessidade de ponderar oportunamente um novo destino para aquele regulador. Adepto, desde a sua criação, do seu fim, talvez se possa juntar a outro regulador (a ANACOM) que passaria assim a constituir "dois em um" com, por assim dizer, duas "secções", uma para as comunicações e outra para o que é hoje a ERC devidamente reformulada nas suas atribuições e competências. E com a manutenção do seu excelente corpo técnico. Aliás, o programa do Governo em matéria de regulação é muito claro. Para estas "autoridades administrativas independentes" o Governo prevê reforçar a sua "autonomia e responsabilidade": «A forma de designação dos titulares dos órgãos de direcção ou administração será alterada. Em função da natureza de cada entidade este processo de designação deverá envolver o Governo, a Assembleia da República e o Presidente da República, tendo a preocupação de garantir consensos alargados quanto aos seus méritos. A sua designação deve ter o cuidado de prevenir comportamentos corporativos, mediante a aprovação de regras claras de impedimentos e incompatibilidades. A alteração da arquitectura institucional e legislativa destas entidades deverá conduzir a um novo quadro de entidades reguladoras.» Recordo que a ERC substituiu uma aberração denominada "alta autoridade para a comunicação social", uma daquelas coisas que o regime inventou para dormir de consciência tranquila. Quando digo regime, quero dizer política, economia e OCS. A ERC apenas sofisticou a actuação da defunta "alta autoridade" o que significa que, a seu tempo, deverá desaparecer. Salvo para duas ou três almas penadas, julgo que nem sequer valerá uma missa.
estas entidades são fascistas
ResponderEliminarNeste rectângulo onde vivemos, as \"entidades reguladoras\" são mais \"entidades branqueadoras\"
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