
A única coisa interessante lida no semanário brasileiro Expresso - que decadência! - vinha na última página do 1º caderno. Alguns militares, entre os quais o antigo CEMA Morais e Silva, pretendem sovar o melancólico escritor Lobo Antunes. O termo correcto é "ir-lhe ao focinho". Parece que o nosso frustrado Nobel (e quase só compreendido lá fora apesar das "edições" e "edições" portuguesas dos seus livros) Lobo Antunes, numa entrevista em forma de livro, assestou baterias contra a guerra colonial e a tropa em geral. Deixei de ler o homem há muitos anos mas, se bem me lembro, muitos dos "romances" iniciais eram como que ditados num divã por um "stressado" da guerra. E foi esse "trauma" que lhe trouxe fama literária e, agora, eventualmente um enxerto de porrada. Lobo Antunes pelos vistos não sabe estar à altura de ex-combatente que foi, nem que tivesse sido só num escritório. E tanto assim é que ontem, invocando questões de "segurança", não apareceu num evento qualquer em Tomar porventura com medo que os outros cumprissem a ameaça. Julgo que os militares em causa deviam satisfazer-se com esta demonstração pública de coragem física e moral. Mais do que a entrevista em forma de livro, talvez seja este o verdadeiro Lobo Antunes.
Este Lobo de Antunes é um louco que disfarça bem e faz prosa de cáca. Não o entendo. Os militares que lhe querem ir ás focias talvez estejam cansados e tenham perdido sentido do socialmente correcto. Às vezes, umas bordoadas fazem bem à saúde mental.
ResponderEliminarÓ JG, continua a ler o Expresso?! Assim não vale.
ResponderEliminarNunca gostei da prosa do dito. Os últimos livros dele deprimem.
ResponderEliminar«Não sabe estar à altura de ex-combatente».
ResponderEliminarExactamente, é exactamente o caso deste sujeito. Assume-se como que desertor à posteriori. Tem pesar de não ter sabido trair. Com um carácter destes devem ter-lhe feito umas grandes maldades em pequenino ...
o JG és fresco és. A inveja é a arma dos incompetentes, nunca havias ouvido.
ResponderEliminarJG e quejandos, é normal que não gosteis de Lobo Antunes, não conheço ninguém que goste simultaneamente de, sei lá, MRP e Lobo Antunes, vós conheceis?
É bem verdade que , do mais recente "espesso", nada se aproveitava. As parangonas da primeira página pareceram-me, aliás, uma reedição do indisfarçado apoio a Sócrates(maioria absoluta) e do mais
ResponderEliminarsubtil parti pris das últimas legislativas. Também eu li "umas coisinhas" do brasileiro,porque alguém cá de casa insiste em comprá-lo, mas mal passei das primeiras linhas. Há sempre um "fato"(sem cabide ou armário) ou uma "receção", que me nauseiam. Então parto para a net, onde encontro invariavelmente informação mais interessante e fidedigna.Quanto a Lobo Antunes,julgo que será uma pessoa pedante e irritante. Contudo, em "Memória de Elefante" e nalgumas crónicas da (extinta enquanto portuguesa)"Visão" aprecio-lhe a forma dilacerada e ao mesmo tempo contida da evocação dos seus mortos , das pequenas mortes que lhe antecedem a morte definitiva (envelhecimento, doença, perda...)e julgo descobrir-lhe algo do pessoano " No tempo em que festejavam o dia dos meus anos/ eu era feliz e ninguém estava morto".Julgo que beneficia, enquanto escritor, do conhecimento humano que a psiquiatria e a psicanálise lhe facultaram.Quanto aos livros mais recentes, sofrem o mesmo destino do "espesso":duas linhas...e já chega.
Mas se o Sr. João Gonçalves achar que vai levar nos cornos-salvo seja- aparece na mesma?
ResponderEliminarIsabel Lucena
A atitude destes ex-militares apenas dá credibilidade ao que ALA escreveu, se dúvidas houvesse. E nem sequer ponho em causa qualquer relato de guerra feito pelo escritor. Já ouvi inúmeros por familiares e amigos tão semelhantes aos que ele descreve. Basta ler O Manual dos Inquisidores, O Esplendor de Portugal e Exortação aos Crocodilos, para aferir sobre a violência e o medo perante cenários atrozes de guerra, quer físicos quer psicológicos, que se instauraram em Portugal e colónias de África a maioria deles construídos e (pátrio)cionados por estes ditos "militares".
ResponderEliminar"Melancólico". É a melancolia profunda dos horrores do combate que ele vivenciou e que nele se cravaram, tornando-se difícil de esquecer, de arrancar da pele. Ele levou tudo para a escrita.
É áspero, arrogante, sobranceiro, nauseado. Outros o são também e nem por isso depreciados.
De resto, concordo em absoluto que ele queira proteger (não vejo nisto cobardia) o "cu" do linchamento destes "Judas" muito duvidosos.
"atestou baterias"? Deve querer dizer ASSESTOU baterias.
ResponderEliminarTenho uma receita que uso quotidianamente e que aconselho: da gentalha que escreve livros e edita publicações torpes só se lê o que for de graça.Não vale a pena sujar as mãos.
ResponderEliminarVerão como perdem logo o vício de brincar com coisas sérias.
Nunca gramei os manos Antunes. Para mim são uma espécie de Irmãos Karamasov da merda da democracia-de-76; e como ela pobrezinhos, mas arrogantes.
ResponderEliminarEm St.ª Maria campeia o mano neuro-cirurgião, a quem todos chamam D. Corleone - pois é ele quem de facto manda "n'aquilo"; esta luminária "social e política" (competente e sabedor na sua muito difícil área científica) é conselheiro de estado, porque Cavaco assumiu que a sua capacidade de escortanhar na caixa-dos-pirolitos fazia dele um sagaz senador (será que o conhece de facto?).
O outro, o tontinho, também é doutor mas falhou na auto-medicação e na auto-terapia. Estou farto de ouvir (não o leio porque me enfada) dizer que fala da Guerra Colonial; e mais isto e mais aquilo. E sempre em queixinha-intelecto-psicológica. O que dá ser culto!
O meu pai, todos os seus primos, todos os meus tios e enfim, todos quantos usavam calças na família, e eram homens válidos, foram à guerra - em Agola, Moçambique e Guiné (e nem todos apoiavam o regime). Alguns eram militares de carreira. Um deles foi e não veio. Minha avó teve, ao mesmo tempo, filho e sobrinhos na guerra - ela e muitas outras discretas e corajosas velhotas. Felizmente a veia literária-esquerdalhista-analista não despontou na família, e todos guardaram o melhor que puderam os seus fantasmas.
Ass.: Besta Imunda
Desta vez não concordo em nada.
ResponderEliminarLamento esse preconceito contra o homem e o escritor !... Deixou de ler há muitos anos..
Muitas saudações do G.A.B.!
António Lobo Antunes desmentiu a notícia. Ficava-lhe bem a si pedir desculpa pelo post.
ResponderEliminar«I have known so many people, but it seems I have known nobody at all.»
ResponderEliminarMJ
Mas pergunto: há, ainda, em Portugal quem consiga tragar tal discurso narrativo esquizofrénico? Eu, sinceramente, quando me dei ao trabalho, desisti! Prefiro Roth ou Updike... Sempre me divirto e aprendo com verdadeiros escritores!
ResponderEliminarO Senhor Dr. Antonio Lobo Antunes näo merece ser enxovalhado por um bando de cobardes que entregaram de mäo beijada as nossas ricas colonias aos pretos porque ja´estavam a morrer muitos... cobardes e depois dizem mal do meu querido amigo e medico. O que voces todos queriam era uma bem rija por a espinha acima, cobardes !!!
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