O
Pedro Correia, finalmente, leu o meu livro. Só falta acrescentar que o autor dessa evidência/pergunta é o
Pedro Santana Lopes. Vem na página 354. As coisas são o que são.
Adenda: Por falar em PSL, o dr. Costa - este diz nos cartazes que "conseguiu" (um tropismo semântico interessante) enquanto o admirável líder, nos seus, acha que "juntos conseguimos", presumindo-se que ainda não "conseguiu" - que passou a sua vida de autarca a pedir empréstimos, mandou para os jornais de domingo um "encarte" da CML, em papel
couché e a cores, que abre logo com duas páginas da sua lavra e com a sua cara e que é, naturalmente, destinado à propaganda, não em nome do PS, mas da autarquia. O título é "carta estratégica Lisboa 2010-2024, as bases para o futuro da nossa cidade estão lançadas". Como adquiri dois jornais, tive direito a dois "encartes" do dr. Costa. Depois de Kim-Il-Sócrates, Kim-Il-Costa?
Adenda2: Por falar em eleições, a JS - o
ersatz da seita para os mais novos que já nasceram com a mesma ambição parola dos mais velhos, exactamente como na JSD ou na JP do dr. Portas - "exigiu" 35 lugares à nomenclatura, oito dos quais elegíveis, para as eleições de Setembro. Os meninos fracturantes, uma espécie de Alegre por antecipação, tratam-se bem. É bem feito. Dão-lhes importância. Aturem-nos.
Adenda3: No PSD também há gente a pensar em "exigir" lugares a Ferreira Leite em nome de outras fidelidades. E há quem tivesse prometido, aqui ou ali, um lugar por conta da "quota" da facção. Ainda não perceberam que, pelo menos com Ferreira Leite, não se brinca às facções.
Adenda4:
Este jovem (republicano) pensa sensivelmente o mesmo do que eu na matéria e sobre o personagem. Oxalá nunca lhe passe pela cabeça uma "carreirinha" das muito procuradas por jovens e menos jovens. As coisas são o que são.
Adenda5: O inefável Frei Bento Domingues (eu sei que os meus amigos católicos se vão zangar mas isto faz parte do meu lado "irritante") escreve no
Público sobre
a nova encíclica papal sem, verdadeiramente, falar dela. Segundo o nosso Frei, «a chamada Doutrina Social da Igreja (DSI) é, de facto, a Doutrina Social dos Papas. Não se identifica com os percursos dos "cristãos pensadores do social" - como lhes chamou e os descreveu Yves Calvez -, embora tenham sido eles que, de modo independente, animaram e alargaram os grandes debates desta área no catolicismo.» "Cristãos pensadores do social" é um termo suficientemente ambíguo para nele caber a melhor das intenções e coisas como, por exemplo, a "teologia da libertação" ou o esquerdismo "louceiro". Louçã, convém não esquecer, também andou pela famosa Capela do Rato. Quanto ao mais, Frei Bento devia saber melhor do que eu que a DSI não é cindível da pessoa do Papa. Tal como a Igreja não é. Onde está a Igreja está o Papa e vice-versa. Onde ele não está é que, de certeza, não está a Igreja. As coisas são o que são.