
Não há muito tempo, quando ainda tinha graça, Herman José levava aos seus programas um tal professor Herrero. O professor era um medium suburbano com o que lhe restava de cabelo penteado ao contrário. Tinha uma "ajudante" que fazia aparecer e desaparecer nas circunstâncias mais bizarras. Inteira ou aos pedaços. E escreveu um livro intitulado "o cagalhão na tola". Quando leio e ouço alguns "politólogos" de serviço ao regime - deve ser por causa das "novas oportunidades" do admirável líder que há para aí uns cem "politólogos" por habitante como se verá logo à noite - lembro-me sempre do simpático professor Herrero. Veja-se o caso deste crónico. É apresentado como "politólogo" - quando se sabe que é militante destacado do PS (deste PS albanizado e acéfalo) e não propriamente do PS vegetal em que o admirável líder converteu uma agremiação com um módico de pergaminhos. Declara esta personagem que Ferreira Leite "não domina a palavra" embora "esta negação das formas tradicionais de fazer política [não ser aldrabona e retoricamente vazia] revela-se mobilizadora." Conclui, com o seu saber "condensado" e inacessível próprio do enorme "politólogo" que é, que tal "só pode ser visto como um perigoso sintoma de empobrecimento do sistema político, com a agravante de não inaugurar nada de novo [a contrario, o chefe dele enriquece o "sistema político" com o seu perfil shallow e "inaugurador" de uma maneira de "estar na política" que produz, por exemplo, Carolinas Patrocínio]" e que, last but not the least, "não podemos esperar de quem fala mal que pense bem.» Se isto não é um cagalhão na tola do surfista "politólogo", não sei o que é que o professor Herrero queria dizer. Mas vou ler.
Esta noite, na tsf, para "comentar" o debate Ferreira Leite / Sócrates, teremos Pedro Adão e Silva e Pedro marques Lopes. Para "comentar".
ResponderEliminarNa SICN, com Luis Delgado, Bettencourt Resendes e Ricardo Costa, vai, com certeza, haver uma inundação de baba.
ResponderEliminarÉ só atirar ao ego que admirável cai que nem tordos.
ResponderEliminarQuando eu era miúdo (chiça, que até parece um fado!), ficava fascinado com o inesgotável verbo dos vendedores de banha de cobra que pululavam por Lisboa, mala de cartão na mão, donde tiravam uns frascos com um líquido amarelado e com umas coisas esverdeadas a boiar lá dentro. Depois de uma interminável conversa sobre o mal de que padecera o desgraçado que havia deitado cá para fora aquelas coisas (era sempre um senhor de Vila Franca), o vendedor tirava então da mesma mala uma pequena embalagem, sempre dizendo que tinha lá muitas mais, e mostrava finalmente aos papalvos o produto milagreiro com que curara o dito senhor. E, tudo isto, era dito sem a mínima falha de articulação, português perfeito (a fazer corar de vergonha os nossos politólogos) e em estrita obediência aos preceitos da retórica. Eu, pela minha parte, achava aqueles números divertidíssimos, apenas com um senão: a cobra (gioconda, como lhe era chamado) nunca saia da mala. Era a decepção, e, ainda por cima, uma decepção sempre renovada! Vem isto a propósito dos avençados que por aí abundam, coitados sem sequer imaginarem que não passam de uma caricatura cómica dos velhos vendedores de banha de cobra, com a suprema desvantagem de pensarem e falarem bem pior que eles. They live.
ResponderEliminarTanto "marcelino" fono-plumitivo!!
ResponderEliminarE haverá "recipientes culinários" para todos estes psitacídeos domesticados?...
Mas o que é que raio é um politólogo?
ResponderEliminarOnde se tira o curso?
É dado pelos partidos?
E o referido sujeito tem no cartão de visita por baixo do nome "politólogo"?
E esta gente que ganha dinheiro a debitar baboseiras é "credenciada" por quem?
Que raio de informação esta que esat gente presta?
E ainda falam da Manuela Moura Guedes?
Joaquim Alves
Tal como em França é famoso o Poulet de Bresse,em Portugal a fama do Pinto de Maçada não tem limites.Tendo em conta os actuais riscos com o vírus,o cagalhão do professor Herrero adoptado pelos comentaristas , politólogos e sondadeiros como símbolo do seu mister foi objecto de aprofundadas análises no Instituto Ricardo Jorge.Todas chegaram à conclusão que o cagalhão era do Pinto de Maçada.
ResponderEliminarDesconfio de todas as pessoas que tenham um "e" no nome.
ResponderEliminar«responder aos males nacionais»
ResponderEliminarTem este 'crónico' muita e sábia razão.
Um dos comportamentos que desapareceram nesta campanha eleitoral, foi o de ver os candidatos, num palco e acompanhados por uma dezena de acólitos, aos saltinhos.
Como a imagem que guardo de Paulo Portas,
à voz de quem não salta não é ..., todos aos saltinhos.
O mundo que estamos a perder.
Ainda quanto a este 'crónico', diria que vamos perder um mundo de papagaios.
Definitivamente.
JB
Actualmente Portugal tem mais "politólogos" do que gente infectada com o H1N1.
ResponderEliminarQuando abro a televisão normalmente avisto a Ministra da Gripe A e o seu inefável Director-Geral, e para muita pena minha não aparece nenhum Ministro ou Director-Geral que nos previne e nos vacine contra esta praga de "politólogos" e de "comentadores avençadas e assalariados" que o regimen sucialista distribui pelos vários canais de "informação" como de serviços mínimos se tratasse....
(O Herman José - no tempo em que tinha graça e miolos - contemporizou com dois grandes vultos da "coltura" nacional, o Prof.Herrera e um tal Prof. Alexandrino que num momento de inspiração divina arguiu: "firme e hirto como uma barra de ferro".
Na verdade, receio bem que esta espécie de país, com estes politicos travestidos, com estes "politólogos" aldrabões e mais alguns "cientistas sociais" à mistura continue "firme e hirto" nesta miséria e nesta bandalheira.)
Caro João:
ResponderEliminarA comparação desmerece inequivocamente o senhor da fotografia.
Não só é uma pessoa bastante inteligente, como é anti-supersticioso (só por si é bom sinal) e domina ainda as artes da hipnóse.
Como explicação para o título do livro, informou que o objectivo é que a merda esteja fora da cabeça.
Vai-se ver até era capaz de dar um bom politólico.